PUB

As operações marítimas nos Açores estão “condicionadas há mais de duas semanas”, pela ausência de condições mínimas de segurança que permitam navegação e atracagem de navios em vários portos do arquipélago, informou hoje o Governo Regional.

Segundo uma nota de imprensa do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM, a situação resulta dos sucessivos episódios de instabilidade meteorológica, que têm afetado não apenas o território continental, mas também as ilhas açorianas.

A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas adianta que o Governo dos Açores “está a acompanhar permanentemente a evolução do cenário e mantém um contacto contínuo com os armadores, com o objetivo de restabelecer, logo que possível, o regular transporte marítimo de mercadorias entre as diversas ilhas”.

Contudo, admite que a retoma plena da operação marítima “apenas poderá ocorrer quando se verificarem condições efetivas de segurança, o que não sucede atualmente devido à passagem da depressão Leonardo, responsável pelo acentuado aumento da intensidade do vento e pela forte agitação marítima que se faz sentir em praticamente todo o país”.

O executivo açoriano assegura que continuará a monitorizar atentamente a situação, reiterando que o transporte regular de mercadorias será restabelecido “apenas quando estiverem reunidas condições de segurança para a navegação”.

Vários portos estão encerrados à navegação no país e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Na nota refere-se que a situação “revela-se particularmente crítica nos Açores, dada a fragmentação territorial e as distâncias entre ilhas – em alguns casos superiores a várias horas ou mesmo dias de viagem -, que não permitem assegurar a regularidade do transporte marítimo nas atuais condições adversas do estado do mar”.

Salienta ainda que os fenómenos meteorológicos extremos que têm atingido todo o território nacional, incluindo os Açores, “mostram uma tendência de agravamento anual”.

A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas considera que tal circunstância “exige a todos – Governo, empresas e população em geral -, ajustamentos nos seus comportamentos e a implementação de novas medidas no âmbito de aprovisionamento e do abastecimento público”.

PUB