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Cerca de 80 aves marinhas deram à costa em várias ilhas dos Açores, devido às condições meteorológicas adversas, revelou hoje o Governo Regional.

Segundo o executivo açoriano, o arrojamento de aves contempla as espécies tordas-anãs (Alle alle) que, apesar de invernar em águas açorianas, em condições normais “raramente é observada em terra”.

O fenómeno está a ser acompanhado pela Direção Regional de Políticas Marítimas, autoridade ambiental para o meio marinho na região.

Na nota de imprensa, o executivo açoriano refere que os arrojamentos associam-se “geralmente a períodos de mau tempo, estando igualmente documentado noutras regiões do Atlântico Norte”.

O arrojamento de aves marinhas ocorre quando estas dão à costa, vivas ou mortas, incapazes de regressar ao mar sem ajuda, sendo frequentemente detetadas em praias.

Até ao momento, nos Açores, foram contabilizados sete exemplares na ilha das Flores, nove na ilha Graciosa, 55 no Faial, 16 no Pico e duas na ilha Terceira.

O Governo Regional refere que “a maioria das aves encontrava-se já morta ou em estado moribundo, apresentando, nesse caso, sinais de exaustão extrema e desorientação, sem capacidade para regressar ao mar”.

 

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