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A proposta orientadora para a intervenção e requalificação da antiga Fábrica do Álcool, na Lagoa, foi apresentada quarta-feira, numa sessão pública que marcou o encerramento da fase de planeamento participado do projeto, anunciou o Governo dos Açores.

O documento resulta de um processo que envolveu a comunidade local, especialistas e uma comissão técnica, integrando contributos recolhidos em visitas ao espaço, sessões de debate e momentos de auscultação pública, bem como pareceres de entidades de natureza científica e técnica.

Durante a apresentação, o secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, sublinhou o envolvimento dos vários intervenientes, considerando que o processo decorreu de forma “comprometida e profissional”.

Segundo o governante, a proposta agora definida procura responder às principais preocupações identificadas ao longo do processo, conciliando a preservação da memória histórica do edifício com uma nova utilização do espaço, reforçando a identidade local e projetando a sua refuncionalização.

A antiga unidade industrial, apontada como um marco patrimonial da Lagoa, deverá dar lugar a um novo complexo com valências ainda a concretizar em fase de concurso, numa intervenção que o executivo regional classifica como estruturante para o concelho, para a ilha de São Miguel e para a Região.

Concluída esta etapa, o Governo dos Açores prepara o lançamento de um procedimento concursal que irá integrar a conceção, construção e concessão do futuro espaço. De acordo com Duarte Freitas, trata-se de um modelo considerado inovador a nível regional, com o objetivo de criar um equipamento “renovado, funcional e dinamizador” do desenvolvimento local.

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