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O presidente da Câmara Municipal da Lagoa, nos Açores, Frederico Sousa, declarou hoje estar “naturalmente satisfeito” com o relatório de requalificação da Fábrica do Álcool, que prevê, entre outras medidas, o Mercado da Fábrica para produtores e artesãos.

Frederico Sousa, que integrou o grupo de trabalho que visa a requalificação do espaço, propriedade da região, referiu à agência Lusa que “todas as recomendações e conclusões obtidas durante o último ano, no âmbito do grupo de trabalho, foram já consensualizadas e articuladas com a Câmara”.

A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitetos e a Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública assinaram um protocolo de colaboração, em 11 de novembro de 2024. Na sequência do protocolo, foi ainda celebrado um contrato de prestação de serviços, em 27 de novembro de 2024, visando “definir uma estratégia e encontrar uma solução conciliadora e exequível” para a intervenção e requalificação da Fábrica do Açúcar, no concelho de Ponta Delgada, e da Fábrica do Álcool, no concelho da Lagoa, ambas na ilha de São Miguel.

Frederico Sousa destacou ainda, no relatório, o “modelo de conceção do projeto e financiamento, construção e reabilitação através de um único procedimento, algo que foi também articulado entre a Câmara Municipal da Lagoa e o Governo Regional”.

“Esta é a solução que parece-nos, a todos nós, mais eficaz e eficiente para aquele complexo”, considerou Frederico Sousa, sustentando que estão “estabelecidas todas as condições para que seja possível este ano o Governo dos Açores lançar o procedimento para o mais rapidamente possível proceder à requalificação e reabilitação” do imóvel.

O autarca referiu ainda que a Câmara da Lagoa está, entretanto, a requalificar a zona envolvente que “irá potenciar ainda mais o complexo de elevado valor patrimonial e estratégico para a ilha de São Miguel” e para o concelho.

O relatório da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitetos prevê a criação do Mercado da Fábrica para disponibilizar espaços para pequenos produtores, artesãos e empreendedores locais.

É proposta a instalação de oficinas criativas e espaços de ‘coworking’, para “disponibilizar lugares de aprendizagem prática individual ou coletiva, onde os participantes desenvolvem atividades ligadas à criação, expressão, experimentação e produção de conteúdos ou produtos de natureza artística, cultural, artesanal ou educativa”.

O projeto prevê ainda espaços de restauração e de cafetaria e um pavilhão multiusos projetado para abrigar diferentes tipos de atividades e eventos, entre os quais, exposições, conferências e a prática desportiva.

No relatório é igualmente contemplado um empreendimento turístico que “preserve e valorize o património industrial, a identidade e a memória local, através do ‘design’, temática local, experiências autênticas, localização privilegiada e uso de materiais regionais”, a par de espaços verdes e de lazer.

Por outro lado, é recomendada uma intervenção urgente nas “coberturas dos edifícios classificados, de forma a conter a degradação galopante a que estão sujeitos devido à infiltração de águas”.

Na quarta-feira, o secretário regional da Finanças indicou que, com que com esta etapa concluída, o Governo Regional avançará para os trabalhos preparatórios para o lançamento do concurso para a conceção, construção e concessão do novo complexo.

“Este será um procedimento ambicioso e pioneiro na região”, afirmou Duarte Freitas.

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