O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) registou, na sequência da passagem da depressão Leonardo pelo arquipélago, quatro ocorrências até ao momento, todas relacionadas com derrocadas, sem que tenham sido reportadas vítimas.
De acordo com a autoridade regional, as situações ocorreram desde as 00h00 de hoje, envolvendo uma ocorrência em cada uma das ilhas de São Miguel, Terceira, Graciosa e Faial.
Apesar de não se terem verificado danos pessoais, o SRPCBA sublinha que se mantém em vigor o aviso meteorológico emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), pelo que recomenda à população a adoção contínua de medidas de autoproteção, sobretudo em zonas suscetíveis a movimentos de vertente e queda de pedras.
A Proteção Civil açoriana apela ainda ao acompanhamento regular da informação oficial, quer através da aplicação móvel Prociv Azores, quer por consulta do portal do serviço e das suas plataformas digitais, onde são divulgados avisos e atualizações da situação meteorológica.
O SRPCBA garante que continua a monitorizar a evolução das condições atmosféricas e que emitirá novos comunicados sempre que a situação o justifique.
A depressão Leonardo, com um sistema frontal associado, deverá provocar “um aumento significativo da intensidade do vento”, com rajadas que poderão atingir os 110 quilómetros/hora nos grupos Ocidental (Flores e Corvo) e Central (Terceira, São Jorge, Pico, Faial e Graciosa) e os 100 quilómetros/hora no grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria), segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A agitação marítima nos Açores vai gerar ondas que podem atingir os 14 metros, com ventos do quadrante oeste até 135 quilómetros por hora, segundo a Autoridade Marítima.
Em comunicado, a Autoridade Marítima indica que a situação “será caracterizada por uma ondulação proveniente do quadrante oeste, com uma altura significativa que poderá atingir os oito metros e uma altura máxima de 14 metros, com um período a variar entre os 10 e os 13 segundos”.
A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha recomendam, em especial à comunidade piscatória e náutica de recreio que se encontra no mar, o eventual regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adoção de medidas de precaução.











