Quando a abordagem da premissa de nova ordem no contexto geopolítico por decadência da precedente se faz acompanhar do método das “Bonecas Russas” para a liquidação total dos produtos ‘desenvolvidos’ por atos políticos triunfalistas não sobra sombra de dúvida de que o ambiente político é da cultura europeia.
No últimos anos, os da pós-COVID, foi, ainda é, tempo de um ciclo de emergência, de regresso para a normalidade e, aqui de volta à bandeira da reindustrialização da Europa já arriada por derrota e abandono do ‘projeto europeu’ por falta de convicção e desorientação por acefalia do método, optou por transições… note-se os atores políticos e vendilhões de parcelas de triunfalismo cada uma delas a valer menos que o seu total. Recorrem cheios de nada a acordos comerciais, o mais recente com a Índia, sem reciprocidade política, ‘valores’ e sem recursos, mas a alardear com um mercado de menos de 500 milhões de habitantes como se tratasse de uma promissória. Sim, oferecer uma economia de povos prontos ao serviço dos “fornecedores de confiança” e discrepantes da capacidade de consumo, uma troca de lugar com a mão de obra barata, pois flexibilizai-vos meus povos.
Em meados de 1926, da Ditadura Militar, o general Óscar Carmona, a propósito da suspensão das liberdades políticas, preconizou por ventura a transição para a normalidade das “liberdades públicas”. E foram restabelecidas, mas a 25 de abril de 1974. Hoje quem pode estabelecer prioridades, quem pode mudar o quê, quando, como e com quem?
Antes era suficiente saber para ensinar. Olhemos para a bússola do novo equilíbrio mundial. A China publicou um documento político com 23 páginas sobre a América Latina e as Caraíbas, 10 dias depois de ter sido anunciada a Estratégia de Segurança Nacional da Casa Branca, um novo paradigmático à medida da política norte-americana, ou seja, com profundas mudanças. Mas quem não está pelos ajustes são os chineses, mas sim de regresso ao Império do Meio… «no momento atual, as mudanças sem precedentes desde há um século aceleram à escala mundial, a provocar uma mudança significativa do equilíbrio de poderes», e que «os países do Sul se encontram numa posição de dinamismo vigoroso».




















