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O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, congratulou hoje o guitarrista açoriano Nuno Bettencourt, um dos vencedores da noite dos prémios Grammy, destacando que o músico tem contribuído para “a identidade” e “afirmação da cultura açoriana”.

Nuno Bettencourt foi um dos vencedores da noite dos prémios Grammy, que foram entregues a noite passada em Los Angeles, ao ser distinguido na categoria de Melhor Atuação Rock pela participação em “Changes (Live from Villa Park)”, numa gravação do concerto de despedida do músico britânico Ozzy Osborne.

Na mensagem enviada, a que a agência Lusa teve acesso, o chefe do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, sublinha que a distinção reconhece a qualidade e a consistência do trabalho do músico, natural da ilha Terceira, ao nível internacional.

José Manuel Bolieiro felicita Nuno Bettencourt pela sua trajetória artística e agradece ao guitarrista “pela forma positiva como o seu trabalho reflete os Açores para além das ilhas”.

Este prémio “honra o talento de origem açoriano e projeta o nome dos Açores num contexto internacional de grande exigência”, considera ainda o presidente do Governo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM).

“Nuno Bettencourt representa também uma família de artistas que tem contribuído para a nossa identidade e para a afirmação da cultura açoriana”, acrescenta o líder do executivo açoriano, que sustenta que este reconhecimento “é um estímulo para a valorização da criação artística e cultural”.

A gravação premiada da canção clássica dos Black Sabbath foi feita em julho de 2025, no Reino Unido, durante o concerto de despedida do cantor britânico Ozzy Osbourne. Bettencourt tocou com o cantor Yungblud, o baixista Frank Bello, o teclista Adam Wakeman e o baterista II.

Os vencedores subiram ao palco dos Grammy juntamente com Sharon Osbourne, viúva de Ozzy Osbourne, que estava visivelmente emocionada com a vitória. Yungblud fez o discurso de aceitação e Nuno Bettencourt falou mais tarde aos jornalistas, na sala de entrevistas aos vencedores.

O músico português falou da ascensão da Inteligência Artificial e disse aos músicos aspirantes que não se preocupem com isso, porque nada pode substituir a magia das atuações ao vivo.

“Esta é a maior oportunidade para os rockers e para o rock’n’roll”, afirmou. “A música verdadeira e as canções verdadeiras são histórias reais que te tocam, há sangue na partitura, colocas-te nessa partitura e ninguém vai reproduzir isso”, continuou.

“A imperfeição é a essência do rock’n’roll. Toda a gente tenta disfarçar as imperfeições, mas é aí que reside a essência”, disse. “E, se conseguires fazer isso em palco, que é onde o rock’n’roll realmente acontece, a IA não se vai meter contigo”, acrescentou.

Nuno Bettencourt, guitarrista da banda Extreme e CEO da Atlantis Entertainment, era um de dois portugueses nomeados para a 68.ª edição dos Grammy.

O outro era Bráulio Amado, designer e ilustrador radicado em Nova Iorque, que foi nomeado na categoria de Melhor ‘Recording Package’ pelo trabalho gráfico do álbum “Balloonerism”, de Mac Miller, desenvolvido com o artista norte-americano Alim Smith.

O Grammy acabou por ser entregue a Meghan Foley e Michelle Holme, diretores de arte de “Tracks II: The Lost Albums”, de Bruce Springsteen.

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