Autor: PM | Foto: DR
PUB

Os polinizadores, como abelhas, borboletas e moscas-das-flores, desempenham um papel determinante no equilíbrio dos ecossistemas e na produção de alimentos, mas enfrentam atualmente várias ameaças, desde a alteração do uso do solo às espécies invasoras e às mudanças climáticas, alerta o Núcleo Regional dos Açores da IRIS – Associação Nacional de Ambiente.

Segundo a estrutura ambiental, a simplificação das paisagens, a perda de habitats naturais e a pressão humana sobre os territórios estão a reduzir os recursos disponíveis para estes insetos, considerados essenciais para a conservação da biodiversidade e para o bem-estar humano.

Entre os principais agentes de polinização destacam-se as abelhas, apontadas como particularmente relevantes por transportarem ativamente o pólen e dependerem exclusivamente de néctar e pólen ao longo do seu ciclo de vida. A associação recorda ainda a importância da abelha-do-mel (Apis mellifera), espécie domesticada e única na Europa com capacidade de produção de mel, com reconhecido valor ecológico e económico.

Face a este cenário, o núcleo açoriano da IRIS apela ao envolvimento da população na proteção dos polinizadores, defendendo medidas simples no quotidiano, como a plantação de espécies nativas ricas em néctar e pólen, a redução do uso de pesticidas e herbicidas e a manutenção de zonas verdes com maior diversidade de flora espontânea.

A organização incentiva também o consumo de produtos biológicos e locais, associados a práticas agrícolas mais sustentáveis, bem como a preservação de habitats naturais e a partilha de informação junto das comunidades.

No âmbito desta ação de sensibilização, a associação vai iniciar, a partir de 1 de fevereiro, a divulgação regular de plantas melíferas — espécies cujos recursos, como néctar e pólen, são utilizados pelas abelhas — com o objetivo de promover o seu cultivo e valorização nos Açores.

PUB