O líder do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, considerou hoje que a política e a sociedade precisam do impulso da juventude, porque é através de “uma certa inquietude” e de “uma certa insurreição” que se fazem transformações.
Segundo José Manuel Bolieiro, com os jovens, se “aliados àqueles que são mais sérios, que emprestam a sua experiência” ao impulso reformista e transformador, consegue-se “arranjar um bom equilíbrio para garantir, com isso, progresso, desenvolvimento, sustentabilidade e, sobretudo, uma visão estratégica, que não cristalize nas causas antigas e que se aponte para as novas causas que o futuro chama”.
O líder do PSD açoriano e presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) falava aos jornalistas em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, momentos antes de participar na sessão de apresentação do livro “JSD/Açores – Uma escola política ao serviço da juventude”.
O dirigente social-democrata referiu ainda que a juventude atual tem pela frente “boas causas para agarrar”, relacionadas com as alterações climáticas, a transição digital e energética, entre outras, destacando a importância da participação democrática dos mais novos “enquanto fatores e atores da decisão política e estratégica do seu futuro”.
Na sessão também participou o presidente honorário do PSD/Açores e antigo presidente do Governo Regional, Mota Amaral, que prefaciou o livro.
Mota Amaral disse esperar que a juventude açoriana “continue a dar o seu contributo para a organização da social-democracia nos Açores”, assumindo que “será sempre” a sua força.
O histórico social-democrata deixou ainda um conselho aos mais novos: “Que aprendam com a nossa experiência, que imitem as nossas virtudes, que algumas tivemos, com certeza, e que não copiem os nossos defeitos”.
A JSD/Açores lançou hoje o primeiro livro da sua história, no âmbito das celebrações do 45.º aniversário daquela estrutura partidária.
A obra “JSD/Açores – Uma escola política ao serviço da juventude” foi coordenada por José Andrade, diretor do Gabinete de Estudos do PSD/Açores.
Segundo Luís Raposo, presidente da JSD/Açores, a obra reúne contributos dos “treze líderes da história da JSD” na região.
“Escola, política, serviço e juventude são quatro palavras que definem a JSD/Açores, que surgiu informalmente com a fundação do Partido Social Democrata, em 1974, realizou o seu primeiro encontro formal quatro anos depois, e teve o seu primeiro congresso regional em 1980”, recordou.
Luís Raposo sublinhou que, 45 anos depois, a história da JSD/Açores “continua a ser cumprida e honrada, e é um grande orgulho tê-la agora em livro, eternizando um trabalho de muitas pessoas e com muito valor, que já ganharam também o seu lugar na história da nossa democracia e mesmo da autonomia da região”.




















