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O líder do PS/Açores, Francisco César, considerou hoje que os problemas no transporte de carga aérea e marítima na região, que penalizam famílias e empresas, “resultam da falta de competência, organização” e de um modelo ultrapassado.

“O atraso sistemático da carga marítima, os elevados custos e os problemas constantes na carga aérea não são inevitáveis. São consequência de más opções políticas, de falta de organização e da manutenção de um modelo de transporte marítimo de carga que não funciona e que não é revisto há mais de 20 anos”, afirmou Francisco César, citado numa nota do partido.

O líder dos socialistas açorianos, que visitou hoje uma unidade comercial no concelho de Velas, na ilha de São Jorge, defendeu que “não é aceitável tratar como uma fatalidade aquilo que pode ser resolvido”, sublinhando que as dificuldades no transporte de bens “penalizam diariamente as famílias e as empresas, agravando o custo de vida nos Açores”.

Francisco César apontou como solução a introdução de dois cargueiros aéreos na região, sendo um para o transporte interilhas e outro para o serviço aéreo de carga entre os Açores e o continente.

“Com dois cargueiros aéreos e com uma alteração séria do modelo de transporte marítimo de carga, era possível reduzir custos, aumentar a previsibilidade e aliviar diretamente o custo de vida das pessoas”, afirmou.

Para Francisco César, o Governo Regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM e liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, “não governa”, por estar “apenas concentrado em gerir a crise financeira”.

“Este é um Governo absorvido pela situação de calamidade das contas públicas, que não resolve problemas, que adia decisões e que perdeu a credibilidade junto dos açorianos”, criticou.

Acrescentou que “enquanto o Governo [Regional] se limita a apagar fogos financeiros, as famílias pagam mais no supermercado e as empresas acumulam custos que comprometem a sua atividade”.

Francisco César sustentou ainda que as soluções propostas pelo seu partido são financeiramente comportáveis, acusando o executivo açoriano de falta de prioridade e de visão estratégica.

“No meio de tantos milhões, era possível reservar um ou dois milhões para garantir um cargueiro aéreo. O que falta não é dinheiro, é organização, competência e vontade política”, concluiu.

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