PUB

A História mostra-nos que a Democracia é vencida quando deixamos que o ódio, a divisão e o medo ganhem um espaço que não merecem, em processos conduzidos pela extrema-direita e por quem a controla: o grande poder económico e as oligarquias financeiras, para cumprir os seus sonhos de poder absoluto.

Começam por fabricar um inimigo interno, reinventando o velho truque do ladrão que foge, gritando “agarra que é ladrão”. Neste caso, os imigrantes seriam os culpados de todos os males, sem julgamento e antes de cometerem o crime. Ergue-se assim uma narrativa paralela, cheia de mentiras, para esconder um sistema construído para beneficiar sempre os mesmos, num tabuleiro inclinado para o lado do mais forte.

Sim, a extrema direita ataca a Democracia. Sim, mente em cada intervenção e quando diz ser contra o sistema, porque o defende todos os dias. Dou três exemplos.

Ventura e o CHEGA escondem que estenderam a mão ao governo, sempre que foi necessário, e que tanto o PSD – de onde saíram –, como o CH são dois dos responsáveis pela legislação que está na origem dos problemas estruturais do país. Legislação que é, frequentemente, contra a Constituição.

Nos dois projetos de revisão da Constituição anteriormente entregues por Ventura e pelo CH, estava inscrita a eliminação dos seus limites materiais – aquilo que defende os nossos direitos essenciais – e o fim das funções sociais do Estado na Saúde e Educação.

A desregulação do mercado energético é a responsável pelos lucros brutais que vemos todos os anos. O PCP propôs a fixação do preço da botija de gás em 20€. Ventura e o CH juntaram-se a PSD, IL e CDS para chumbar esta proposta, que contou com a abstenção do PS.

Na segunda volta das Presidenciais, só há duas opções de voto. Se é verdade que, por um lado, Seguro e o PS conviveram bem com as imposições da troika contra o interesse nacional e ajudaram a normalizar a política de Passos Coelho, por outro, Ventura foi apoiante entusiasta e é saudosista de um passado que obrigou centenas de milhar à emigração. A derrota do projeto político de Ventura e do ataque à Democracia e à Constituição exigem, neste momento, o voto em Seguro.

PUB