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A Ponta Delgada – Capital Portuguesa da Cultura (PDL26) quer afirmar a “cultura como direito” e garantir que este seja um ano de “espanto” e “descoberta” para o concelho açoriano, “sem deixar ninguém de fora”.

“A PDL26 afirma a cultura como direito e como espaço acessível, próxima das pessoas, atravessando freguesias, escutando e acolhendo, sem deixar ninguém de fora. Queremos que este ano seja um ano de espanto e descoberta”, afirmou a comissária da PDL 26, Katia Guerreiro, na abertura oficial da iniciativa, que decorreu hoje no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada.

A comissária lembrou a importância da cultura enquanto espaço que permite “imaginar o mundo” e reforçou que a PDL26 pretende promover o “espanto e a descoberta”.

“Espanto perante o que somos capazes de criar juntos. Descoberta de novas formas de olhar para este lugar atlântico”, afirmou a fadista.

Katia Guerreiro explicou que a PDL26 vai seguir “dois caminhos”: um que apresenta uma “programação diferenciadora, que valoriza produção cultural local e dialoga com grandes produções nacionais” e um “outro caminho, muitas vezes invisível, da construção, da educação e formação”.

A comissária destacou a importância de realizar um “trabalho contínuo de capacitação” para envolver as “escolas e os agentes culturais” e permitir o acesso dos mais jovens às práticas culturais.

“Quando uma criança percebe que a cultura também lhe pertence abre-se um horizonte de descoberta e de futuro”.

Com o lema “O lugar do amanhã”, a PDL26 pretende “honrar o passado e projetar o futuro” para “deixar marcas duradouras” nas formas de “pensar, criar e conviver”, segundo a fadista.

Já o presidente da Câmara de Ponta Delgada enalteceu a diversidade cultural do arquipélago, construída a partir de um “diálogo permanente entre a tradição e a contemporaneidade”.

“Queremos promover Ponta Delgada e os Açores. Queremos estar ao lado de todos os criadores que fazem da diversidade da cultura açoriana uma riqueza única e singular de identidade nacional que vamos projetar no país e no mundo”, afirmou.

O autarca Pedro Nascimento Cabral defendeu a cultura como um “pilar autonómico” dos Açores e lembrou que Ponta Delgada se assume como Capital Portuguesa da Cultura no ano em que se comemoram 50 anos da autonomia política da região.

“A PDL26 afirma-se como um símbolo duradouro do legado que queremos deixar às gerações futuras. A expressão de um profundo orgulho na nossa cultura e de uma consciência firme da nossa identidade, assentes na construção de um Portugal aqui”, vincou o autarca.

A PDL26 arrancou hoje com o espetáculo inaugural “Deixa Passar a Vida”, inspirado no poema “Ode à Paz”, de Natália Correia, sob direção artística de António Pedro Lopes.

 

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