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A comissária de Ponta Delgada – Capital Portuguesa da Cultura (PDL26), Kátia Guerreiro, pretende projetar a região como um “polo de interesse cultural” e chegar às comunidades mais marginais, promovendo a inclusão pela cultura.

A fadista, com ligações aos Açores, referiu à Lusa, à margem de um evento, na Universidade dos Açores, que se pretende projetar a região como um “polo de interesse cultural” e para que se “olhe para o território não só como um destino habitual das férias de lazer, de paisagem e natureza”.

Um colóquio denominado “Sombra-Luz”, sobre artista Lourdes Castro, constituiu o primeiro evento integrado na PDL26, que arrancou com o espetáculo inaugural “Deixa Passar a Vida”, inspirado no poema “Ode à Paz”, de Natália Correia.

“Sentido o pulsar da produção cultural que acontece no território [ dos Açores], em ligação direta com projetos nacionais, que também vão chegar, nós conseguimos projetar Ponta Delgada como um polo de interesse cultural”, afirmou.

A comissária afirma que “quem visita reconhece e percebe” a cultura açoriana, mas “quem ainda não veio vai ser surpreendido com a qualidade da cultura que se produz”.

Há a par deste desígnio, um trabalho “mais invisível de formação, capacitação, junto das camadas mais jovens, precisamente para lançar as sementes para o futuro e estimular as crianças no sentido de reconhecimento da cultura como pertença”, visando criar um pensamento crítico.

A PDL é também um trabalho de inclusão pela arte chegando-se às “comunidades mais marginais, que são menos tidas em conta” e que “precisam de ser olhadas, reconhecidas e respeitadas”, como as mães adolescentes, os sem-abrigo, a par de comunidades marcadas pela toxicodependência, segundo Kátia Guerreiro.

Depois de Aveiro, em 2024, e Braga, em 2025, Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, será Capital Portuguesa da Cultura, um ano antes de Évora ser Capital Europeia da Cultura.

A organização está a trabalhar com um orçamento de 4,3 milhões de euros, proveniente do município (três milhões) e do Governo da República (1,3 milhões), estando a aguardar um milhão de euros do Governo Regional com origem em fundos comunitários.

A criação da figura da Capital Portuguesa da Cultura foi anunciada pelo ex-ministro da Cultura Pedro Adão e Silva, em Lisboa, em dezembro de 2022, onde deu a conhecer a cidade vencedora da candidatura a Capital Europeia da Cultura.

 

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