A secretária regional da Saúde e Segurança Social destacou na quarta-feira a evolução dos cuidados de saúde primários em Ponta Delgada, no âmbito das comemorações do 10.º aniversário do Centro de Saúde local, sublinhando o reforço da acessibilidade e da resposta assistencial ao longo da última década.
Mónica Seidi considerou que a data representa um momento de balanço do percurso efetuado, mas também de renovação do compromisso com o futuro, apontando o crescimento sustentado da atividade clínica e dos recursos humanos como indicadores da consolidação da unidade.
Segundo os dados apresentados, a taxa de utentes com médico de família atribuído passou de cerca de 60% para 95% em dez anos. No mesmo período, as consultas médicas anuais aumentaram cerca de um terço, ultrapassando as 200 mil, enquanto as consultas de enfermagem registaram igualmente crescimento. A área da psicologia foi a que apresentou a evolução mais acentuada, com o número de atendimentos a multiplicar-se várias vezes.
A governante atribuiu estes resultados ao reforço das equipas, referindo um aumento global dos profissionais afetos à unidade, com destaque para médicos e enfermeiros. Em comparação com 2016, o centro deverá contar, em 2026, com mais várias dezenas de profissionais destas áreas.
Mónica Seidi salientou ainda o peso do Centro de Saúde de Ponta Delgada no contexto da ilha de São Miguel, quer pelo número de utentes inscritos, quer pela articulação com outras estruturas do sistema regional de saúde, nomeadamente na resposta a situações de urgência sem critérios de gravidade hospitalar, em colaboração com o Hospital do Divino Espírito Santo.
Relativamente ao futuro, a secretária regional apontou 2026 como um ano exigente, marcado pela execução de investimentos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que permitirão reforçar a capacidade operacional da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel, através da aquisição de novos equipamentos clínicos, viaturas e meios informáticos.
A responsável deixou ainda uma palavra de reconhecimento ao conselho de administração da unidade e às equipas de profissionais, considerando que, apesar dos desafios existentes, o percurso realizado justifica confiança na evolução dos cuidados de saúde primários na região.




















