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A Associação de Empresas de Atividades Turísticas dos Açores (AREAT) considerou hoje que a saída da Ryanair da região representa uma “perda significativa” para o destino Açores, alertando para impactos diretos na sazonalidade e na rentabilidade das empresas locais.

“Enquanto associação, encaramos a saída de uma companhia aérea que opera todo o ano como uma perda significativa para o destino Açores”, afirmou à agência Lusa a presidente da direção da AREAT, Alice Lima, após a companhia aérea de baixo custo Ryanair ter reafirmado, na terça-feira, que vai abandonar a operação nos Açores a partir de 29 de março.

Em resposta à agência Lusa, a transportadora irlandesa reiterou que vai cancelar as seis rotas que atualmente realiza no arquipélago açoriano, justificando com as “elevadas taxas aeroportuárias” da ANA Aeroportos e a “inação” do Governo, que “aumentou as taxas de navegação aérea em 120%” após a pandemia de covid-19 e “introduziu uma taxa de viagem de dois euros, numa altura em que outros estados da União Europeia estão a abolir taxas de viagem”.

Em declarações à Lusa, a presidente da Associação de Empresas de Atividades Turísticas da Região Autónoma dos Açores sublinhou que a importância da Ryanair vai muito além da capacidade aérea.

Segundo destacou Alice Lima, a companhia aérea de baixo custo representa também uma “enorme máquina de promoção internacional” contribuindo para “a notoriedade, visibilidade e competitividade do arquipélago nos principais mercados emissores”.

“Importa ainda sublinhar que as companhias consideradas low cost não trazem apenas um perfil específico de cliente. Trazem opções, concorrência, estímulo à procura e promoção do destino, fatores essenciais para a sustentabilidade do turismo e da economia regional”, sublinhou Alice Lima.

A responsável considerou ainda que a saída da Ryanair “terá, muito provavelmente, um impacto direto no agravamento da sazonalidade, reduzindo fluxos em épocas médias e baixas e, consequentemente, retirando rentabilidade às empresas locais, nomeadamente às que dependem fortemente da continuidade da procura ao longo do ano”.

A Associação de Empresas de Atividades Turísticas dos Açores defendeu que é de “importância estratégica” a renegociação de “soluções” que garantam “uma conectividade aérea regular e acessível” para a região, bem como a reabertura de “portas a antigas parcerias, como por exemplo com a easyJet, ou outras companhias com modelos semelhantes”.

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