Autor: PM | Foto: CMPD
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O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, destacou o Café Royal como um dos espaços mais emblemáticos da cidade, sublinhando o seu papel na vida social, cultural e económica do concelho ao longo de um século de existência.

O autarca falava nas comemorações do centenário do estabelecimento, fundado a 20 de janeiro de 1926, que considerou um “património vivo” de Ponta Delgada, pela forma como atravessou gerações e acompanhou as principais transformações da ilha de São Miguel e da Região Autónoma dos Açores.

Segundo Pedro Nascimento Cabral, o Café Royal foi, ao longo de décadas, um espaço de encontro e convívio transversal à sociedade, frequentado por trabalhadores, estudantes, intelectuais, comerciantes, artistas e viajantes, assumindo-se como um ponto de referência informal onde se cruzaram rotinas, debates e momentos marcantes da história local.

O presidente da autarquia salientou ainda que o estabelecimento acompanhou períodos determinantes da história contemporânea portuguesa, desde o Estado Novo à democracia, passando pela Revolução de Abril, o processo autonómico e diversas fases de mudança social e económica, mantendo-se como local de diálogo e partilha.

Pedro Nascimento Cabral realçou também a capacidade de adaptação do Café Royal às exigências dos tempos atuais, sem perda da sua identidade histórica, destacando o trabalho desenvolvido pela atual gerência, liderada desde 1991 por José Maria Tavares Dias.

No âmbito das comemorações, o Município de Ponta Delgada entregou uma lembrança simbólica ao responsável pelo espaço, num gesto de reconhecimento pelo contributo dado à preservação de um dos cafés históricos da cidade.

Para o autarca, o centenário do Café Royal representa não apenas a celebração da longevidade de um estabelecimento comercial, mas também o reconhecimento do papel que lugares como este desempenham na construção da memória coletiva e da identidade urbana de Ponta Delgada.

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