O projeto “A Costela de Lilith”, nos Açores, vai avançar com uma média-longa metragem documental e com uma peça de teatro comunitária sobre a importância das mulheres nas práticas do Espírito Santo, foi hoje anunciado.
Segundo uma nota de imprensa, o projeto “A Costela de Lilith” vai iniciar uma nova fase de criação artística e comunitária no concelho da Calheta, na ilha de São Jorge, impulsionado pelo recente apoio do programa Iberescena.
Nesse sentido, vai avançar para a criação da média-longa metragem documental e da peça de teatro comunitária, cujo objetivo é “construir obras que reflitam a diversidade, a memória e a força da comunidade feminina, reforçando a ligação entre a tradição, criação artística e identidade local”.
Desenvolvido pelos 9’Circos-Associação de Artes Circenses dos Açores, o projeto vai contar com a participação de mulheres de várias freguesias do concelho da Calheta, na ilha de São Jorge, bem como de entidades industriais, filarmónicas e mulheres migrantes.
“O apoio do Iberescena permitirá consolidar este percurso e ampliar o impacto do projeto na ilha de São Jorge, envolvendo cada vez mais mulheres e instituições na construção de uma narrativa coletiva que honra o passado e projeta o futuro”, indica o comunicado.
A organização adianta que “A Costela de Lilith” tem como missão “empoderar mulheres através do teatro, da expressão artística e do trabalho comunitário” e pretende desenvolver novas atividades na Calheta para aprofundar a reflexão sobre o papel das mulheres na preservação das tradições no Divino Espírito Santo.
“Ao elevar a história das mulheres que movem a ilha, desde a cozinha à coroação, para os palcos e para o grande ecrã, o projeto assegura a preservação de um património imaterial único”, indica no comunicado.
A organização sublinhou ainda que a curta-metragem documental “Domingo a Domingo: As mulheres do Espírito Santo da Calheta” é “o resultado visível” do projeto “A Costela de Lilith” e que a “receção calorosa da comunidade e o impacto do documentário abriram caminho para uma expansão natural do projeto”.
Aquela curta-metragem de 12 minutos destaca “o trabalho invisível e fundamental das mulheres que, ano após ano, asseguram a continuidade das celebrações do Divino Espírito Santo”, uma das tradições mais emblemáticas dos Açores, desde a preparação das tradicionais sopas até à organização das coroações.




















