PUB

Numa semana em que se ouviu falar num Premio Nobel em segunda mão que Trump aceitaria e na redescoberta, por líderes europeus, de uma Rússia “profundamente” europeia que até há dias, arruinaram as sua economias nacionais e europeias, censuraram Ambrósio de Milão pelo seu Tratado dos Deveres ao sustentar a guerra justa no que concerne ao fim que serve a Rússia. Depois da “síndrome de Maduro” e da síndrome de Zohran Mamdani, presidente da Câmara de Nova Iorque, destilados de Tucídides, digo. Ignóbeis intenções de rebaixamento da política de hoje em concursos entre canoras e remetem os piores ditadores do passado para níveis antifónicos. No momento em que escrevo, aguardo com espectativa que nas eleições presidenciais de 2026, do dia 18 de janeiro, em Portugal, a abstenção não tenha passado a abstinência.

Deploro, creio tal como Deus Pai, o assédio, seja moral e amoral, quer um quer outros formulados durante a história e estórias da humanidade ̶ interessantes como o facto de William Shakespeare tomar conta dos cavalos às portas dos teatros ou de ser o hipotético conde de Rutland – seja em que quadro, académico, eleitoral, económico, cultural, social ou político, patológico, inimputável ou natural, se reconfigurem.

Logo, de igual modo associado, deploro o opróbrio as lebres, solicitadas, contratadas, ou não para prescrever o caminho a seguir assim como o ritmo, indivíduos, outros sujeitos sem predicado, portanto, saídos das depressões terrenas, no sentido funcional e alegórico, de onde esgotaram a inaptidão por meio de artifícios de retórica a fim de revelar a falta básica cognoscível pela reivindicação que dessa carência fazem. Resta-lhes a vulgar exploração de um instinto de solidariedade natural e partir do princípio de que qualquer indivíduo de qualquer sexo pode formular uma proposição acerca da realidade, sobretudo, num contexto de candidatura a presidente da República, como se tem constatado, também, o concurso de várias e diversas tentativas de especialidade e disciplina.

Ao longo da decadência moral da vida social e política, no caso da intenção de lançar a desconfiança na praça pública sobre os candidatos ao principal órgão de soberania aparece o fenómeno de alguém que se presta a gnómico, mas de estirpe, espécie do funcionário colonial oportunista da transição temporal, ou não, pois servem e desservem de relógio a dar horas, intencional com efeitos calculados e conscientes à laia de um qualquer elemento ou personagem escondida em Le mystère shakespearien, ou uma [Dark Lady]. Mas os prospetores de oportunidade esquecem-se que o fuso horário de espoleta em política acaba por filtrar e denunciar as verdadeiras intenções, assim como a de “And my ending is dispair”.

Em suma, um expediente político para retirar do espaço público a ideia e o valor, uma certa hipocrisia, piedade mafiosa por matérias, woke, incidente no objeto, ora no método, cuja finalidade, recorde-se a práxis política adotada em equações de elegibilidade, passim.

E de novo, O povo não tem direito ao erro*, acompanhado pelos desinteresses na pedagogia – maus exemplos de suspeição à volta do ‘dever cívico’; igualmente na andragogia ̶ décadas de mau acompanhamento da intermitência do processo democrático por parte da politologia, ela própria mais dissimuladora do que o statu quo do Capuchinho Vermelho. Encontrei mais nobreza política na replicação d’As Estórias que Mudaram o Mundo** e proficiência nas versões com lobo e nas sem o lobo, assim como nas versões sem a Capuchinho e mesmo naquelas aludidas com respaldo nas adaptações ecológicas.

Houve empenhados no curriculum vitae, como se de um acervo se tratasse de avant la lettre de prova um pressuposto vítima. ‘Esqueceram-se, que pecou por defeito, descapacitado de utilidade e suplantado pelo pressuposto de vítima a redundar na confidência e ondas sussurrantes. Os estudiosos falam em contágio emocional, captação das emoções dos outros, os que têm mais prestígio para ser imitados, o tal [viés de prestígio]. Isso acontecia e acontece com a Barbie e etc. [A cativação do público] para o extremo do objetivo do desejo. E finalmente nesta resenha, o [viés de conformidade], a atração através do algoritmo. É necessário problematizar os algoritmos e correspondentes associações aos cargos políticos; solicitações e formulações precoces.

* Dito de Émanon de Valera. Do postulado de persistências pérfidas ao modo consequente de íntegra defesa, “J’Accuse…!”, de Émile Zola.

** In, AS ESTÓRIAS QUE MUDARAM O MUNDO. AS NARRATIVAS QUE NOS FAZEM COMO SOMOS, por Rodrigo Moita de Deus.

PUB