O líder do PS/Açores, Francisco César, considerou hoje que os resultados das presidenciais foram “uma grande vitória” para “o espaço da moderação” e apelou “a todo o espaço democrático” para o apoio a António José Seguro.
“Ontem [domingo] foi uma grande vitória, sobretudo para o espaço da moderação, e para quem tem um projeto de diálogo, de união entre todos os portugueses”, afirmou Francisco César, em declarações à agência Lusa, sublinhando que a política “não deve ser exercida de um grupo contra o outro”, mas assente num projeto de quem “tenta unir os portugueses” e que “tem de trabalhar com todos”.
Numa reação aos resultados eleitorais, Francisco César, também deputado na Assembleia da República, afirmou que “o bom dia” alcançado no domingo, obriga agora a “um novo começo” que “é suprapartidário”.
Para o líder socialista açoriano, o confronto da segunda volta das eleições presidenciais “não se trata de um combate entre a esquerda e a direita”, mas entre “a decência, o respeito pelas instituições, o respeito pela Constituição e pela lei e pela manutenção do Estado de Direito, em suma pela democracia”.
“Do outro lado está exatamente o contrário. Está o radicalismo, o divisionismo. E, portanto, parecendo à primeira vista que o caminho poderia ser fácil para António José Seguro não o é, porque este é o combate da vida dos Portugueses, de preservar um regime político que a todos dá o direito de ter uma opinião e de decidir o seu futuro, contra outro que não é nada mais, nem nada menos do que um projeto à semelhança de Donald Trump que cria divisionismo, cria inveja e cria radicalismo. E, não é isso que queremos para Portugal”, sustentou.
Nesse sentido, Francisco César apelou ao presidente do PSD/Açores, e chefe do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, para que incentive os sociais-democratas a votar em António José Seguro, para “uma grande vitória em nome da democracia em Portugal”.
“Queria fazer um apelo a todo o espaço democrático, nomeadamente ao presidente do PSD/Açores que julgo ser um democrata e, que enquanto democrata que é, deveria exatamente apelar a todos aqueles que são sociais-democratas para que votassem António José Seguro, porque o silêncio não pode ser cúmplice do radicalismo”, defendeu.
O líder socialista açoriano considerou que “mais preocupante do que o silêncio da reação é a falta de ação” do ponto de vista do “caminho que devemos seguir”.
“Podem ter a certeza que, se fosse qualquer outro candidato da direita a ir à segunda volta com André Ventura, no primeiro dia teria manifestado o meu apoio a esse mesmo candidato, porque podem ser de direita, podem ser de esquerda, mas são todos democratas com exceção de André Ventura”, vincou Francisco César.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.











