Há quem não goste de História, nem da história, uns por a acharem enfadonha, outros com receio de se descobrir o que andaram a fazer. Como professor da disciplina não estou, obviamente, entre aqueles, muito pelo contrário. E também, por assumir tudo o que fiz e deixei de fazer, não alinho no segundo grupo. Dou-me, por isso, bem com a minha história e com a dos outros.
Há, ainda, outro tipo de gente, os que não gostam da História, nem de coisa nenhuma, pelo trabalho que dá estudar os factos, conhecer os protagonistas, identificar as motivações, o desenlace das contendas, as suas implicações. Por natureza, são quase sempre os manhosos e insinuantes que, como se dizia no meu tempo do Liceu, por cábulas valerosas da lei dos exames se foram libertando. E dos cursos, porque rapidamente encontraram conforto em afazeres mais ditados por afinidades do que por capacidades. E assim vão fazendo vida.
Digo isto um pouco a propósito das interrogações do PS sobre a criação de uma Casa dos Açores no Hawai, apoiada pelo Governo Regional.
As dúvidas são maliciosas, insinuam despesa descabida e coisas bem mais soezes.
Fui à história, à nossa história açoriana e recuei ao tempo em que as nossas gentes abalavam para todo o lado, incluindo para as ilhas Sandwich, onde trabalharam nas culturas da cana, do café e da batata-doce. Os seus descendentes orgulham-se hoje das origens açorianas, do “sweet bread” e das “hawaiin malasadas” e do culto ao Divino Espírito Santo.
Em 2018 já o diretor regional das Comunidades viajava por aquelas bandas do Pacífico…
Ah! O mordomo era outro.




















