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A CGTP-IN/Açores criticou hoje a falta de disponibilidade do Governo Regional para dialogar com a estrutura sindical ao longo de 2025, defendendo que a ausência de reuniões compromete o diálogo social e o respeito pelos trabalhadores da Região.

Em comunicado, a central sindical refere que, apesar de várias tentativas de contacto, não foi possível agendar encontros com o executivo açoriano para apresentar o caderno reivindicativo dos trabalhadores ou para discutir os processos de privatização de empresas públicas regionais anunciados para o próximo período.

A CGTP-IN/Açores enquadra estas críticas num contexto mais amplo de contestação à proposta de legislação laboral apresentada pelo Governo da República, que considera um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. Segundo a organização, a oposição a esse pacote legislativo mobilizou milhares de trabalhadores açorianos ao longo de 2025.

No âmbito dessa contestação, a central sindical anunciou que no próximo dia 13 de janeiro será entregue ao primeiro-ministro um abaixo-assinado contra a proposta laboral, iniciativa que contou com uma participação significativa nos Açores, com a recolha presencial de milhares de assinaturas.

A estrutura sindical acusa ainda o Governo Regional de ter assumido uma posição de silêncio face à proposta legislativa nacional, considerando que essa postura contribui para o agravamento das desigualdades, da precariedade laboral e da perda de poder de compra na Região.

Apesar das críticas, a CGTP-IN/Açores reafirma a sua disponibilidade para o diálogo institucional com o executivo regional, sublinhando, no entanto, que os trabalhadores terão de reforçar a ação reivindicativa para ultrapassar o que classifica como um bloqueio político temporário.

Para 2026, a central sindical antecipa um ano marcado por maior mobilização nos locais de trabalho, defendendo o aumento dos salários, a melhoria das condições laborais e o reforço dos serviços públicos, apontando a contratação coletiva como um instrumento central para promover maior justiça social nos Açores.

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