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A dívida dos Açores está a crescer com os governos de coligação PSD/CDS-PP/PPM a um ritmo inferior em 25% “ao que crescia no tempo dos governos socialistas”, afirmou hoje o secretário regional das Finanças, Duarte Freitas.

“A economia dos Açores está a crescer a um ritmo quatro vezes superior àquilo que crescia no tempo dos governos socialistas, enquanto a dívida está a crescer a um ritmo inferior em 25% ao que cerscia no tempo dos governos socialistas”, disse o governante numa conferência de imprensa sobre a execução orçamental da Região Autónoma dos Açores em 2025, que decorreu em Ponta Delgada.

Na ocasião, Duarte Freitas referiu que quem acusa um crescimento da dívida “a um ritmo de um milhão de euros por dia, é responsável por 360 dias desse crescimento”.

“Se adicionarmos este valor (360,8 ME) à dívida bruta (na ótica de Maastricht), de 2012 a 2020 verificamos um crescimento efetivo médio anual de 202,4 milhões de euros, o que compara com um crescimento efetivo médio de 157,1 milhões por ano de 2021 a 2024”, disse o governante.

Duarte Freitas revelou ainda que a taxa de execução do Plano de Investimentos dos Açores foi de 76,2% em 2025, um valor “acima das médias” de execução dos governos socialistas entre 2012 e 2019.

O titular da pasta das Finanças, Planeamento e Administração Pública afirmou também que o investimento público atingiu 628,5 milhões de euros, “superando em mais de 208 milhões o montante registado em 2019″, quando o PS/Açores ainda governava a região.

Segundo o secretário regional, os governos de coligação PSD/CDS-PP/PPM investiram, por ano, em média, cerca de 190 milhões de euros “a mais do que os governos socialistas”.

“Quem fez pior não tem autoridade para criticar que faz melhor”, afirmou, ressalvando que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos Açores situou-se nos 2,3% em 2024, acima da média nacional (2,1%), segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Ainda de acordo com o INE, os Açores encetaram uma trajetória de convergência com o país no período 2021-2024, quando, entre 2012 e 2019, sob governação socialista, “não houve uma convergência, mas uma divergência na medida em que, no somatório destes anos, o PIB nacional cresceu 1% e o dos Açores 0,7%”.

Referindo-se à despesa no setor da Saúde, Duarte Freitas frisou que o Orçamento dos Açores não aguenta um “sangramento permanente”, apesar do “esforço extraordinário” feito em 2025 para liquidar as dívidas dos hospitais.

O governante revelou ainda que, de 2019 a 2025, foram canalizados 250 milhões de euros para aquele setor.

O secretário regional das Finanças defendeu um “esforço de gestão” do Serviço Regional de Saúde para “ir contendo” as despesas e que “isso não se venha a agravar de forma significativa”.

Duarte Freitas rejeitou, por outro lado, qualquer resgaste financeiro da Saúde nos Açores, havendo que trabalhar em “ganhos de eficiência” para evitar tendências de subfinanciamento anuais, uma vez que a região “já está quase num estado de exaustação financeira para poder financiar o SRS”.

 

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