Reeditado em memória das reflexões que o General Loureiro dos Santos iniciou no princípio deste século. Em 2009 advertiu “se os políticos não mudarem”. E de facto pioraram, desde o mínimos. Digo eu que uma mulher com gravidez de risco sem ter para onde ser ter assistência sofre de um precedente de política de risco de Saúde.
Para rememorar propõe a penitência pelo “horribile dictu” sobre o futuro da Europa jogado na Ucrânia de disparidades ampliadas, incapaz de um discurso coeso, ou seja a 27 e assim compactuado com vários assassínios militarizados em quadros de retórica democrática, entre várias fraudes intelectuais. Sem abrir mão do excecional, por um lado, e o mal necessário, por outro da vulgaridade, a solenidade de um dia historizado deve imperiosamente salientar os factos do regresso aos bunkers étnicos, nacionais, culturais, religiosos, coisa associada ao relicário, mas de volta e a ‘atualizar’ As Identidades Assassinas do autor franco-libanês Amin Maalouf. O último festival censório das televisões publicas foi o epítome das várias e diversas ‘culturas’ da Europa (UE) que se afunda no pântano do militarismo, falido o discurso dos direitos do homem e orgulho de ator estratégico de segunda.
Para ‘saltar sobre a própria sombra’, a que devia ser e não é. Mas o exercício da política de feira, nota-se, é o preâmbulo do simulacro de acontecimentos polarizantes – à falta de criatividade – entretenimento e substitutos do debate profundo. Rabiscam a simultaneidade de um inimigo – adversário – muito forte e muito fraco, um idiota incapaz e um adversário temível. Nada de novo debaixo do Sol, na agitação ensombrada pelas sondagens, sobretudo “eurocompatibilidades” domésticas e nacionais a subsumirem o Parlamento Europeu.
De alto e baixo relevos, esses “bons princípios políticos” de apelo à estabilidade com bocas de incêndio a jorrarem alucinações históricas, como por exemplo, estilo napoleónico: Assumo a responsabilidade por tudo o que a França fez desde o tempo de Carlos Magno ao terror de Robespierre. A censura já a conhecemos o suficiente por forma a nos opormos àquilo que chamam, cultura de cancelamento. Outro sim de regresso, a obediência versus competência, i.e., da “censura esclarecida”; denotação com ambiguidade e longitude suficientes para traficar, à semelhança e entre, tanto, do regime de substrato social caracterizado pela dignidade inexorável que se apieda no limite por gratificações e atenções, estímulos diversos de consentimento tácito peculiares do redil paternalista.
Sempre por relapso. Dos encanados ventos abrileiros, não obstante, por que surgiram de facto as ‘estratégias’ regeneradoras da democracia, emerge um género de wide boys thatcheriano capturado pelo sistema que lhes inculca na memória histórica meras rememorações de comemorações quase extintas e capítulos de matérias enviesadas por forma à redução das faculdades críticas. Não serão esses enfileirados num projeto europeu… replicado que nem um Pai Nosso, sem a autonomia para dizerem aos americanos e aos noruegueses que nos andam a vender o gás 4 vezes mais caro do que custa às indústrias daqueles 2 países ou exigir ao presidente do Conselho Europeu que explique a “economia de guerra” por si recomendada à Europa, pois não? Não haverá, obviamente quem assuma as desculpas e as ‘responsabilidades’ pelas inevitabilidades da sonâmbula reindustrialização… ‘mais limpa’.
Áridas de substâncias as candidaturas ao PE, o presidente francês ‘antecipou’ em 2017, na assunção de líder da “Nova Ordem Europeia” que os próximos Jogos Olímpicos de Paris, logo após as eleições para o PE vão celebrar a unidade europeia. Que visão!
Já está adjudicada a tocha olímpica a Arcelor Mittal, conglomerado industrial multinacional do aço, o pressuposto da guerra acautelado na Declaração Schuman, de Maio de 1950. Até ao próximo Mundial de Futebol!




















