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Espero que o Natal tenha permitido, a todos, momentos com quem nos é mais próximo e a recuperação do desgaste do dia a dia. Que tenha permitido estarmos mais próximos dos Nossos, mas também do Outro, num momento de solidariedade que, no fundo, assinala o nascimento de um Refugiado obrigado a fugir, com a sua Família, da violência e da perseguição de um exército ocupante.

Esta semana, trago três assuntos distintos.

Há duas semanas, a Assembleia Regional discutiu e aprovou, sem unanimidade, o novo regulamento de concursos de professores. Uso a palavra discutiu porque os deputados que suportam o governo preferiram a superficialidade e a troca de acusações, em vez de analisar a proposta aprovada. Infelizmente, alguns dos partidos da oposição seguiram o mesmo caminho.

O principal ficou para terceiro plano: analisar um regulamento de concursos construído como se houvesse excesso de professores e vivêssemos numa Região sem descontinuidade geográfica. Assim se afasta os docentes que, já hoje, faltam à Região. O que é necessário é, nas Escolas, abrir as vagas que correspondam às suas reais necessidades e implementar os incentivos à fixação que, no passado, já se demonstraram eficazes. Não foi essa a opção do governo, acompanhado pela extrema-direita que o suporta sempre que necessário.

O segundo tema vem da promessa desesperada do primeiro ministro, nas vésperas da Greve Geral, dos salários mínimo de 1600€ e médio de 3000€. Bem sei que foram declarações pensadas para criar ilusões nos Trabalhadores e evitar a sua adesão à greve. Contudo, poderiam também ter anunciado a data e as condições para atingir estas metas. Será para 2040? 2050? 2060? Será que o governo pensa caminhar para um salário médio de 3000€ quando houver crescimento económico significativo, um aumento brutal da inflação e um desenvolvimento da produtividade? Não devem ser essas as condições, porque todas foram já cumpridas em vários anos deste milénio, sem assistirmos a qualquer aumento de salário que contribuísse para uma mais justa distribuição da riqueza…

O terceiro tema são os conflitos provocados por grupos exteriores à manifestação organizada pela CGTP, em Lisboa, após esta terminar. Nas dezenas de manifestações da CGTP-IN que aconteceram em todo o país, tudo decorreu de forma pacífica. Isso mesmo foi reconhecido pelas forças policiais. Contudo, como frequentemente acontece, grupos estranhos à organização aproveitaram para provocar conflitos e causar danos.

Esta atitude não é apenas antidemocrática; é, também, cobarde, porque jogam apenas na sombra e se escondem atrás de outros. Os seus objetivos, apenas os poderemos imaginar. O que é certo é que não contribuem nem para a defesa da Democracia e da Liberdade, nem para concretizar os objetivos de quem, pacificamente, se juntou a esta manifestação.

Infelizmente, não foi o primeiro caso e não há de ser o último. Felizmente, contamos com a experiência e profissionalismo das forças policiais.

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