O Orçamento e as Grandes Opções do Plano do município de Velas para 2026 foram aprovados por maioria na Assembleia Municipal, depois de terem recebido luz verde do executivo camarário, fixando-se o montante global em cerca de 11,7 milhões de euros.
O documento financeiro, que define as prioridades de investimento do concelho no próximo ano, mantém uma política fiscal considerada favorável às famílias e às empresas, com a continuidade da taxa mínima de IMI, a redução do imposto para agregados com dependentes e a devolução integral da participação municipal no IRS.
Segundo a presidente da Câmara Municipal de Velas, Catarina Cabeceiras, trata-se de um orçamento alinhado com os compromissos assumidos no último ato eleitoral autárquico, procurando reforçar a atratividade do concelho, estimular a economia local e melhorar as condições de vida da população.
A autarquia volta também a abdicar da cobrança da derrama às empresas, medida que, segundo a presidente, pretende incentivar o investimento privado e a criação de emprego no concelho.
No plano do investimento municipal, o orçamento prevê a continuidade do apoio às juntas de freguesia, através de contratos de delegação de competências, bem como a cedência de equipamentos e materiais. Estão igualmente contemplados projetos já inscritos em exercícios anteriores, como a aquisição de equipamentos para a recolha de resíduos, a adaptação da piscina municipal de Entre-Morros a centro de bem-estar, a reconversão da antiga escola das Manadas em centro municipal de proteção civil e a instalação de sistemas de telemetria na rede de abastecimento de água.
Entre as empreitadas em destaque figuram a segunda fase da ciclovia entre os Portinhos da Ribeira do Nabo e os Portinhos da Queimada, a requalificação de várias zonas urbanas e o investimento continuado na melhoria dos caminhos municipais.
O documento contempla ainda medidas de incentivo à fixação da população, com destaque para a Área de Reabilitação Urbana, que permite benefícios fiscais associados à habitação própria permanente, bem como apoios específicos aos jovens, incluindo a isenção de taxas municipais na reabilitação de imóveis e a criação de soluções de arrendamento com opção de compra.
Na área social, o orçamento assegura a manutenção das bolsas de estudo e de mérito, assim como dos fundos municipais de apoio à natalidade e de solidariedade social.
Para Catarina Cabeceiras, o Orçamento para 2026 procura contrariar a perda demográfica, reforçar a coesão social e criar condições para um desenvolvimento sustentável do concelho.




















