O concelho de Lagoa regista um crescimento significativo na oferta de habitação familiar nos últimos anos, segundo dados da Pordata e das Estatísticas das Obras Concluídas do Instituto Nacional de Estatística (INE), confirmando uma dinâmica positiva no setor da construção e no mercado imobiliário.
Entre 2021 e 2023, foram concluídas mais 143 casas destinadas a habitação familiar no concelho, quando comparado com o triénio anterior (2018–2020). Em 2022, Lagoa contabiliza um total de 5.391 alojamentos familiares concluídos, refletindo o reforço da capacidade residencial do território.
Os dados revelam ainda que o concelho apresenta uma das mais elevadas densidades habitacionais da região. Em 2024, a densidade de alojamentos familiares atinge 117,2 por quilómetro quadrado, o segundo valor mais alto entre os cinco municípios geograficamente mais próximos, evidenciando a relevância de Lagoa no contexto regional.
O presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, sublinha que os indicadores disponíveis apontam para um concelho em expansão. Segundo o autarca, Lagoa apresenta a maior proporção de habitações novas face às existentes entre 2022 e 2024, um dado que, afirma, confirma a atratividade do município para famílias, investidores e novos residentes.
No que respeita ao mercado imobiliário, os dados mais recentes indicam uma valorização sustentada. Em 2024, o valor mediano da avaliação bancária das casas para habitação familiar fixa-se em 1.291 euros por metro quadrado, abaixo da média nacional, mas representando o segundo valor mais elevado entre os concelhos vizinhos. Em comparação com 2021, verifica-se uma subida de 23,4%.
As transações imobiliárias acompanham esta tendência. O preço mediano de venda das habitações novas atinge, em 2024, os 1.835 euros por metro quadrado, enquanto as casas usadas apresentam um valor mediano de 1.248 euros por metro quadrado, confirmando a valorização progressiva do mercado residencial no concelho.




















