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O PS/Açores alertou hoje para as “proporções alarmantes” das pessoas em situação de sem-abrigo e com dependências na ilha de São Miguel e considerou que as respostas do Governo Regional têm sido “manifestamente insuficientes”.

Segundo o grupo parlamentar do PS/Açores, que se reuniu com a Associação Novo Dia – Associação para a Inclusão Social, este é “um problema que está a atingir proporções verdadeiramente alarmantes, sobretudo na ilha de São Miguel, com impactos evidentes também na perceção de segurança da população”.

À margem da reunião, a deputada socialista Cristina Calisto reconheceu que, apesar de alguns aspetos positivos, as respostas do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) são “insuficientes” para travar “o agravamento contínuo desta problemática social e de saúde pública”.

“A realidade no terreno mostra que o problema cresce a cada dia que passa, exigindo uma intervenção mais determinada, coordenada e eficaz”, sustentou a parlamentar, citada numa nota de imprensa divulgada pelo partido.

Para o PS/Açores, é fundamental reforçar os meios das instituições que trabalham diariamente no terreno, como a Associação Novo Dia.

Os socialistas defendem a revisão e o reforço dos protocolos de financiamento, de modo a garantir que as equipas de rua dispõem dos “meios adequados para responder com proximidade, humanidade e eficácia”.

Cristina Calisto considerou igualmente urgente uma maior cooperação entre instituições, incluindo entre o Governo Regional com outras entidades públicas, como as autarquias locais, para a criação de respostas habitacionais e articuladas que “evitem que mais pessoas permaneçam na rua, sobretudo durante o inverno, agravando situações de vulnerabilidade extrema”.

“Criar condições de segurança e dignidade para retirar as pessoas da rua é uma responsabilidade coletiva e uma solução que beneficia toda a comunidade”, sublinhou a deputada.

O PS/Açores deixou ainda o “profundo reconhecimento” à Associação Novo Dia e a todos os seus trabalhadores e voluntários que “diariamente, em condições muito difíceis, desenvolvem um trabalho essencial no combate a um grave problema social e de saúde pública que afeta São Miguel”.

Pessoas em situação de sem-abrigo de São Miguel pediram este mês a abertura de um novo centro de alojamento temporário face ao inverno, numa carta aberta dirigida ao presidente do Governo Regional e câmaras municipais da ilha.

Segundo a Novo Dia, haverá 150 pessoas sem-abrigo só nos concelhos de Ponta Delgada, Ribeira Grande e Lagoa.

Além do novo centro de alojamento temporário, por um período de seis meses, pretendem, segundo a carta aberta, a disponibilização de “espaços protegidos, mesmo que improvisados, com camas, agasalhos, alimentação quente, condições de higiene e acesso a cuidados de saúde adequados”.

 

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