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Crescimento sustentado do renting em Portugal

Os dados mais recentes da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) demonstram que o renting tem registado crescimento tanto em número de veículos como em valor contratual. Em 2024, o número de veículos ligeiros novos contratados através de renting aumentou significativamente, contribuindo para uma expansão de cerca de 13,6% no valor dos contratos face ao ano anterior, com mais de 38.600 veículos colocados em circulação e um valor total de cerca de 1,2 mil milhões de euros em contratos celebrados. Este crescimento traduziu-se também numa frota total sob gestão que ultrapassou as 136 mil viaturas em circulação nas estradas portuguesas, um aumento substancial face a anos anteriores.

A tendência ascendente manteve-se em 2025, com os primeiros dados do ano a indicar que o renting continuou a desempenhar um papel importante na modernização das frotas empresariais e na transição para uma mobilidade mais sustentável. Por exemplo, no primeiro semestre de 2025 foram registados mais de 19.000 novos veículos ligeiros em renting, representando um crescimento homólogo e consolidando a importância desta solução no contexto português.

Vários fatores contribuem para a crescente adoção do renting em Portugal:

  1. Flexibilidade e gestão de custos

Uma das principais vantagens do renting é a sua capacidade de oferecer soluções flexíveis, com custos fixos mensais que abrangem manutenção, seguros, assistência e outros serviços integrados. Isto torna a gestão de frotas mais previsível e menos onerosa em comparação com a aquisição direta de veículos, sobretudo num contexto económico em que os custos com carros (compra, manutenção e financiamento) continuam a subir. Assim, empresas e particulares conseguem planear melhor as despesas associadas à mobilidade.

  1. Transição energética e sustentabilidade

A transição para frotas mais amigas do ambiente é outra tendência que está a moldar o mercado de renting. Um número crescente de contratos de renting inclui agora veículos elétricos* ou híbridos plug-in*, refletindo a procura por soluções com menores emissões e maior eficiência energética. Por exemplo, no primeiro semestre de 2025, quase 29% dos novos veículos contratados em renting eram 100% elétricos e cerca de 22% eram híbridos plug-in, reforçando uma clara orientação para a mobilidade sustentável no mercado português.

  1. Digitalização dos serviços

A digitalização tem sido um motor de inovação no sector. Plataformas online que permitem a contratação, gestão e monitorização de frotas estão a ganhar terreno, tanto para clientes empresariais como para particulares. Estas ferramentas incorporam funcionalidades como bookings digitais, otimização de preços em tempo real, atualização de disponibilidade de veículos e serviços de manutenção preditiva, melhorando significativamente a experiência do cliente.

  1. Adaptação das PME portuguesas

O mercado português de pequenas e médias empresas (PME) também tem mostrado uma maior afinidade com o renting como forma de financiamento de frotas. Estudos anteriores indicaram que uma percentagem crescente de PME planeia aumentar ou introduzir o renting nas suas estratégias de mobilidade nos próximos anos, refletindo uma mudança de paradigma em relação à posse tradicional de veículos.

Concorrência e mercado competitivo

Num mercado cada vez mais competitivo, operadores de renting tradicionais convivem com novos entrantes e com soluções alternativas de mobilidade, como car sharing, leasing operativo e subscrições de veículos. A presença de marcas e empresas especializadas, incluindo grandes players internacionais e operadores com ofertas digitais avançadas, intensifica a competição e promove inovação em serviços e preços.

Empresas como a Athlon Portugal destacam-se pela oferta de soluções flexíveis e personalizadas, aliando a experiência global da marca com um enfoque no mercado português, ajudando a consolidar a confiança dos clientes e a diversificar a gama de serviços disponíveis.

Tendências específicas no perfil de clientes

O renting deixou de ser um produto exclusivamente associado às grandes empresas. Cada vez mais particulares e pequenas empresas optam por esta solução, devido à comodidade e ao facto de incluir uma gama de serviços integrados, reduzindo encargos imprevistos. Isto ajuda especialmente quem deseja acessar viaturas mais modernas, com tecnologia recente e menores custos operacionais, sem ter de fazer um investimento elevado inicial.

Além disso, verificou-se uma maior procura por contratos mais curtos ou personalizáveis, que se ajustam às necessidades cambiantes dos utentes, desde frotas corporativas até necessidades pessoais temporárias — seja para períodos de mobilidade intermitente ou para testar veículos elétricos sem compromisso de compra.

O impacto da electrificação no renting

A eletrificação dos veículos tem sido uma das maiores tendências no mercado automóvel europeu e Portugal não é exceção. À medida que a oferta de modelos elétricos e híbridos aumenta, o renting emerge como um meio eficaz para que os clientes acedam a esta tecnologia sem os riscos associados à rápida evolução tecnológica e à desvalorização acelerada dos veículos elétricos. Isto é particularmente relevante para empresas que precisam de renovar frotas frequentemente e desejam manter-se alinhadas com objetivos de sustentabilidade.

Perspetivas para o futuro

O futuro do renting em Portugal aponta para uma expansão contínua, com maior integração de tecnologia, sustentabilidade e personalização de contratos. Prevê-se que a frota total em renting continue a crescer, podendo ultrapassar facilmente as 140 mil viaturas já em 2025, se o ritmo observado nos últimos anos se mantiver.

Adicionalmente, a maior digitalização das operações e o foco em serviços que vão além do tradicional — como manutenção preditiva, telemática avançada e integração com soluções de mobilidade partilhada — deverão fortalecer ainda mais o seu apelo. A tendência de as empresas procurarem soluções completas de gestão de frotas, que incluam eficiência energética e redução de emissões, também contribuirá para que o renting se torne um pilar central da mobilidade corporativa e pessoal.

O mercado de renting em Portugal está num momento de transformação e crescimento, impulsionado por fatores económicos, ambientais e tecnológicos. A sua capacidade de adaptação às necessidades dos clientes, combinada com uma crescente valorização das soluções de mobilidade sustentável e digital, aponta para um futuro promissor. Com players como Athlon Portugal e outros operadores a investir em inovação e serviços diferenciados, o renting assume-se cada vez mais como uma opção estratégica para empresas e particulares que procuram flexibilidade, eficiência e uma gestão de custos mais inteligente.

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