Autor: PM | Foto: DR
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O Serviço Diocesano para a Pastoral Social apelou hoje a um Natal vivido com maior sobriedade, solidariedade concreta e compromisso ativo com a justiça e a paz, alertando para a persistência de situações de injustiça social, conflitos armados e violações dos direitos humanos em várias partes do mundo.

Numa mensagem divulgada por ocasião da quadra natalícia, o organismo diocesano recorda o significado do presépio como sinal da proximidade de Deus à humanidade, sublinhando a dimensão de humildade e amor associada ao nascimento de Jesus. A Pastoral Social destaca que a mensagem de alegria e esperança anunciada no Natal continua a enfrentar dificuldades na sua concretização prática, num mundo marcado por desigualdades, violência e exclusão.

O texto faz referência a apelos recentes de Leão XIV ao diálogo entre os povos como caminho indispensável para a construção da paz, defendendo a promoção da compreensão mútua e intercultural como sinais de fraternidade e esperança. É igualmente recordada a intervenção histórica de Paulo VI nas Nações Unidas, em 1965, quando defendeu que a paz deve orientar o destino da humanidade e assentar na busca comum pela justiça.

A Pastoral Social alerta para o contraste entre a abundância e o consumo excessivo de alguns e as carências graves enfrentadas por muitas famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade, defendendo que conceitos como justiça, solidariedade e paz não podem ficar apenas no discurso.

A mensagem desafia os cristãos e todas as pessoas de boa vontade a viverem o Natal como um tempo de caridade efetiva, sugerindo gestos concretos, como a partilha da ceia com pessoas ou famílias em situação de pobreza ou solidão, lembrando que a pobreza material e existencial continua a ser uma urgência social.

Citando a epístola de São Tiago, o Serviço Diocesano sublinha que a fé deve traduzir-se em ações concretas, apelando à reflexão pessoal sobre a forma como cada um contribui para a construção da paz, da reconciliação e do cuidado com quem sofre.

A mensagem conclui com um apelo à responsabilidade individual e comunitária, defendendo que o verdadeiro sinal do Natal se manifesta em atitudes de proximidade, generosidade e acolhimento, desejando a todos um Feliz Natal.

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