Autor: PM | Foto: Agência Ecclesia/IA
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A Pastoral das Migrações e Mobilidade Humana da Diocese de Angra vai assinalar o Dia do Migrante, a 18 de dezembro, com a entrada em funcionamento de um novo serviço de apoio psicológico dirigido à população migrante residente nos Açores, destinado a reforçar as respostas já existentes no território.

A iniciativa resulta de uma parceria entre a Comissão Diocesana da Pastoral das Migrações, o Centro Social e Paroquial de Bem-Estar Social de São José e a Cáritas Diocesana, tendo como objetivo promover o acompanhamento emocional e facilitar a integração sociocultural das pessoas migrantes na Região.

Segundo a presidente da Comissão Diocesana, Ana Silva, o novo serviço surge da identificação de necessidades concretas no terreno e procura responder a situações de maior vulnerabilidade emocional associadas aos processos de migração e integração.

O apoio psicológico será prestado presencialmente, em Ponta Delgada, e também em formato online, permitindo abranger todas as ilhas do arquipélago. O acesso ao serviço poderá ser feito através de contacto com o Centro Social e Paroquial de São José, pelas plataformas digitais da Pastoral das Migrações ou por encaminhamento da Diocese de Angra e das paróquias.

De acordo com a responsável, o projeto resulta de um trabalho desenvolvido ao longo do último ano, que incluiu o levantamento da realidade migrante nas paróquias e ouvidorias, bem como a realização de um encontro de reflexão dedicado ao tema da migração, envolvendo entidades sociais, profissionais das áreas do direito, do serviço social e da psicologia.

O acompanhamento será assegurado por um psicólogo em estágio profissional, em articulação com a Ordem dos Psicólogos Portugueses, numa lógica de complementaridade com as respostas já existentes.

Apesar de o serviço arrancar oficialmente a 18 de dezembro, já foram sinalizadas situações que carecem de acompanhamento psicológico, sobretudo entre jovens migrantes e pessoas em situação de isolamento, num contexto marcado pela morosidade dos processos de regularização e pela época natalícia.

A Pastoral das Migrações sublinha que o projeto assenta numa lógica de acolhimento e proximidade, procurando responder não apenas a carências materiais, mas também a necessidades de escuta, acompanhamento e apoio emocional, reforçando uma abordagem centrada na dignidade humana e na integração.

 

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