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A candidata presidencial Catarina Martins desvalorizou hoje a última sondagem sobre as presidenciais, afirmando que é o “voto das pessoas” que conta.

De acordo com a candidata, que falava aos jornalistas numa ação de campanha em Ponta Delgada, em eleições presidenciais “já houve sondagens que depois na altura das eleições não se confirmaram”.

“Em vez de comentar sondagens, que não é o meu papel, sugiro que diga o que quero fazer enquanto Presidente da República”, disse.

A candidata defendeu, por outro lado, que a centralização na atribuição dos fundos europeus na proposta da Comissão Europeia, em que as regiões “deixam de ter palavra”, é uma opção que “ataca a autonomia” dos Açores.

Catarina Martins manifestou também preocupação face ao “desvio de fundos para as regiões ultraperiféricas como os Açores para outras finalidades”, o que considerou “desproteger as necessidades de investimento”, que é “muito importante para a economia” açoriana.

“Acho que é importante que uma [candidata a] Presidente da República não fique calada quando a autonomia e a capacidade de investimento na região está em causa”, disse.

Catarina Martins, que defende a extinção da figura de representante da República, referiu que já apresentou uma proposta que está “em linha com alguma trabalho que foi na Assembleia Legislativa Regional dos Açores”.

A proposta aponta no sentido de “poder haver uma fiscalização preventiva da constitucionalidade por uma figura que emanava dos órgãos próprios da região, sem prejuízo de uma última palavra por parte do Presidente da República”.

De acordo com a candidata, “passadas décadas e num momento em que a continuidade territorial, a unidade e a soberania não está posta em causa” existem mecanismos que foram utilizados e que “hoje já não fazem sentido”.

A sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, hoje divulgada, coloca André Ventura em primeiro lugar (22%) seguido por Luís Marques Mendes (20%), Henrique Gouveia e Melo (18%), António José Seguro (16%) e João Cotrim Figueiredo (14%).

Catarina Martins surge entre os últimos com a mesma expressão de António Filipe (3%), à frente de Jorge Pinto (2%) e Manuel João Vieira (menos de 1%).

 

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