Ressocialização vendida, ‘descomunização’ enterrada, descolonização desajeitada. Pela prescrição de genéricos, ou seja, com cápsulas de democracia, 50 anos depois o diagnóstico revelou uma democracia curvada. Subornada, não se pode esperar muito, sem redistribuição política e económica e andar a contemplar e alternar os grupos de interesses que não servem o bem-estar coletivo.
A continuação da política anterior por outros meios, um Estado agressor; inevitabilidade para a produção de um país sem povo, tendo-o materializado num dano colateral por se exaurir na conflitualidade política dos cantos da sereia neoliberal; povo explorado, por políticas, saúde enfraquecida, social reduzida, educação arregimentada para um mercado de trabalho inseguro, ameaçado pela importação de trabalhadores sujeitos aos salários baixos; hardcore do trabalho volátil na economia do advento tecnológico, global, em suma de prosperidade inconsistente, insegurança, e crescimento insustentáveis. Contudo, reconhecido por critérios de juízo tão performativos quanto a conclusão da revista, prestigiada, The Economist, ela própria veicula a história para desvelo do que virá a seguir.
Antes da intervenção de um economista, a abordar a “medalha” de economia do ano de 2025, atribuída a Portugal, que o leitor tem acesso no áudio que acompanha esta crónica não a quis desfeitear com a ausência do avesso democrático, com que se vestem os políticos aderentes e os engolidos pela indumentária ideológica das bolhas, pois “(…)desejamos a sobrevivência e a segurança contínuas (…) república independente e soberana, cujo governo garante os direitos naturais inalienáveis dos seus cidadãos, prioriza o seu bem-estar e os seus interesses. Queremos proteger este país, o seu povo, o seu território, a sua economia e o seu modo de vida dos ataques militares e das influências estrangeiras hostis, sejam elas de espionagem, de práticas comerciais predatórias, de tráfico de drogas e de pessoas, de propaganda destrutiva e de operações de influência, de subversão cultural ou de qualquer outra ameaça à nossa nação.” Magister dixit, ainda: (…) garantir que o Hemisfério Ocidental permaneça suficientemente estável e bem governado para prevenir e desencorajar a migração em massa (…); queremos um hemisfério cujos governos cooperem connosco contra (…), cartéis e outras organizações criminosas transnacionais; queremos um hemisfério que permaneça livre da influência estrangeira hostil. Comprometemo-nos a impedir qualquer intrusão ou tomada de controle de ativos essenciais para o suporte de cadeias de suprimentos críticas e a garantir o nosso acesso contínuo a locais estratégicos essenciais. Por outras palavras, vamos afirmar e implementar um ‘Corolário Trump’ à Doutrina Monroe.”
O áudio com a intervenção do economista, Érico Matias Tavares, termina esta crónica semanal, meu ilustre convidado que, na próxima semana voltará para abordar o que nem por Burton W. Folsom Jr. é defensável, digo eu, em matéria de empréstimos de dinheiro a breve futuro, em clima deserto de jurisdição dado a redefinições retroativas de direitos de propriedade, a propósito da usurpação dos bens soberanos russos.




















