Autor: PM | Foto: SATA
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A aviação civil está hoje praticamente parada em todo o país devido à adesão “massiva” dos pilotos à Greve Geral de 11 de dezembro, impacto que se faz sentir de forma particular no arquipélago dos Açores, onde todo o grupo SATA se encontra reduzido ao cumprimento estrito dos serviços mínimos.

De acordo com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), a adesão nos Açores é “total”, tanto na SATA Air Açores como na Azores Airlines, deixando a operação comercial regular suspensa. Os voos que hoje descolam no arquipélago correspondem exclusivamente às ligações essenciais estabelecidas por despacho.

«Esta é uma resposta firme dos pilotos», afirmou o presidente do SPAC, Hélder Santinhos, sublinhando que “a paralisação será total e a responsabilidade pelos transtornos recai inteiramente sobre quem insiste em legislar contra quem trabalha”. O sindicato volta a apontar ao pacote legislativo “Trabalho XXI”, considerando que as medidas propostas pelo Governo colocam em causa direitos essenciais.

A greve tem igualmente forte impacto no continente, onde o Grupo TAP opera apenas 63 voos — os serviços mínimos — dos 286 inicialmente previstos. Também na easyJet a adesão ultrapassa os 80%, com apenas dois voos adicionais aos serviços mínimos a terem sido realizados até ao início da manhã.

Nos Açores, a situação mantém-se condicionada ao longo do dia, com aeronaves no solo e a operação dependente unicamente dos voos obrigatórios. Já sobre a Ryanair, o SPAC esclarece que a aparente normalidade operacional não reflete a adesão dos pilotos baseados em Portugal, mas sim estratégias de rotação de tripulações provenientes de outras bases europeias.

A paralisação nacional tem como principais motivos a contestação à caducidade facilitada da contratação coletiva, à substituição da reintegração por indemnização em despedimentos ilícitos e à “normalização da precariedade” no setor.

O SPAC sublinha que a adesão “histórica” demonstra o descontentamento generalizado e garante que os pilotos “mantêm os aviões em terra em defesa do futuro da profissão e dos direitos dos trabalhadores”.

 

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