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O Programa Açores 2030 registou em novembro um avanço significativo na execução financeira, com um aumento de 35,9 milhões de euros face ao mês anterior, o que corresponde a uma subida de 28% e eleva para 163,2 milhões de euros o montante total executado, anunciou hoje a tutela. A taxa de execução atinge assim os 14,32%, mais três pontos percentuais do que em outubro, aproximando-se da média nacional do Portugal 2030.

Este desempenho garante já o cumprimento da regra europeia N+3 para o ano de 2025, assegurando a plena absorção das verbas atribuídas à Região no âmbito do atual quadro comunitário.

Segundo Nuno Melo Alves, Gestor do Programa Açores 2030, os resultados “demonstram a capacidade da Região para transformar fundos europeus em investimento real, com impacto direto na economia e na qualidade de vida dos Açorianos”.

De acordo com o Boletim Mensal referente a novembro, estavam aprovadas, até ao final do mês, 591 operações, envolvendo 378,5 milhões de euros de fundos comprometidos — cerca de um terço da dotação global — e representando um investimento total superior a 633,5 milhões de euros na economia regional.

Só no último mês, as novas candidaturas adicionaram 20,5 milhões de euros ao montante comprometido.

A análise por prioridades destaca os investimentos em Qualificação e Emprego (34,5 milhões de euros executados), Energia, Ação Climática e Sustentabilidade (22 milhões) e Apoio a Jovens (21,3 milhões de euros).

Os pagamentos acompanharam igualmente esta evolução, com um acréscimo de 23,7 milhões de euros, atingindo um total de 141,5 milhões. Entre as áreas com maior volume de pagamentos estão novamente Qualificação e Emprego (35 milhões de euros), Apoio a Jovens (20,8 milhões) e os sobrecustos das Regiões Ultraperiféricas, que totalizam 51,6 milhões de euros.

A regra N+3, que obriga à utilização das autorizações orçamentais até ao final do terceiro ano seguinte à sua emissão, tem em 2025 o primeiro ano de avaliação no atual período de programação 2021-2027.

Com a execução já atingida, o Programa Açores 2030 assegura o cumprimento integral da meta, reforçando, segundo a tutela, “a confiança na execução do programa e na capacidade da Região para aproveitar plenamente os fundos europeus”.

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