Autor: PM | Foto: DR
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O eurodeputado açoriano André Franqueira Rodrigues será esta segunda-feira, 9 de dezembro, um dos anfitriões da conferência “The Outermost Regions in the next Multiannual Financial Framework – The Challenges Ahead”, que decorre no Parlamento Europeu, em Bruxelas, reunindo decisores europeus, especialistas e representantes das Regiões Ultraperiféricas (RUP).

O encontro é promovido em conjunto com os eurodeputados Juan Fernando López Aguilar, das Canárias, e Sérgio Gonçalves, da Madeira, no âmbito da Aliança pelas Regiões Ultraperiféricas, lançada em outubro. O objetivo passa por analisar o impacto das propostas da Comissão Europeia para o próximo Quadro Financeiro Plurianual (2028–2034), que introduzem mudanças profundas na estrutura do orçamento da União Europeia e nas políticas que têm enquadrado o reconhecimento das especificidades das RUP.

Segundo André Franqueira Rodrigues, estas negociações serão determinantes para territórios como os Açores. “O que está em causa é a capacidade de a União Europeia continuar a garantir coesão, solidariedade e justiça territorial. Regiões como os Açores e a Madeira precisam de um orçamento europeu robusto, previsível e capaz de responder às suas vulnerabilidades estruturais”, afirmou.

A conferência integra dois painéis: um dedicado à Política de Coesão e ao lugar das RUP no próximo quadro financeiro, que contará com a intervenção do eurodeputado açoriano, e um segundo painel que reúne perspetivas regionais através de universidades, associações empresariais e entidades das diversas regiões ultraperiféricas. Entre os oradores estará João Carlos Teixeira, presidente da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade dos Açores.

A Aliança pelas Regiões Ultraperiféricas pretende reforçar uma atuação concertada na defesa das políticas europeias que mitigam desvantagens permanentes e asseguram igualdade entre territórios. Para o eurodeputado açoriano, a unidade será essencial nas negociações que se avizinham: “Só com uma frente comum, que envolva decisores, economias locais e sociedade civil, conseguiremos proteger aquilo que tantas vezes foi posto em causa: o direito das nossas regiões a não serem deixadas para trás.”

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