O bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, destacou esta segunda-feira, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, a importância da preservação da identidade espiritual e cultural do povo português, apelando a uma renovação da fé e ao reforço do compromisso cristão, durante a homilia da Solenidade da Imaculada Conceição.
Perante centenas de fiéis, o prelado sublinhou o simbolismo da celebração e recordou que a devoção a Nossa Senhora da Conceição está profundamente enraizada na história de Portugal, evocando figuras como Nuno Álvares Pereira e decisões de Estado que consagraram a Imaculada Conceição como Rainha de Portugal. Para D. Armando, esta tradição testemunha “um amor recíproco e indestrutível” entre o povo português e a sua padroeira.
O bispo destacou ainda que a solenidade, embora mariana, aponta sempre para Cristo, e chamou a atenção para a necessidade de humildade e disponibilidade interior, defendendo que “o que nos afasta de Deus não são as culpas, mas a presunção de sermos superiores a tudo e todos”.
Ao refletir sobre as leituras da celebração, D. Armando contrapôs o medo de Adão ao “sim” de Maria, afirmando que a atitude da mãe de Jesus representa a coragem da fé. “Deus não quer filhos que se escondem, mas que amem e gerem vida, mesmo a partir da fragilidade humana”, disse.
O responsável pela Diocese de Angra apelou também a que a Igreja e as comunidades cristãs vivam com maior convicção os desafios atuais, pedindo a intercessão de Maria para o processo de conversão e reforma em curso. “Nela encontramos o que a Igreja é chamada a tornar-se: casa para todos e esperança dos mortais”, afirmou.
A celebração integrou ainda momentos de reflexão promovidos ao longo dos últimos dias no santuário, centrados nas alegrias de Nossa Senhora, que o bispo relacionou com o desejo de que famílias, instituições e comunidades mantenham viva a sua matriz espiritual.




















