A Federação das Pescas dos Açores (FPA) disse hoje que tomará as “medidas necessárias” nas próximas semanas, caso o Governo Regional mantenha a “posição de intransigência” com os pescadores.
Na sequência de uma assembleia geral, a FPA manifestou a sua “forte preocupação” com o “rude golpe que o Governo Regional vem impondo ao setor, fragilizando a pesca açoriana e ignorando as necessidades reais das comunidades piscatórias”.
De acordo com uma nota de imprensa, na reunião foram aprovadas medidas para garantir uma “gestão mais sustentável e justa das pescarias”, entre as quais o aumento dos tamanhos mínimos de captura, para proteger recursos e valorizar o pescado, a par de propostas de gestão participada das quotas, “assegurando previsibilidade e estabilidade”.
Pretende-se ainda o “reforço do apoio técnico e científico, essencial para decisões responsáveis”.
A FPA afirmou que existe uma “grave falta de fiscalização no setor”, um problema que se “tem agravado e ameaça a sustentabilidade das pescarias”.
Segundo a federação, “enquanto a fiscalização é deixada para trás, os gastos com pessoal da Lotaçor aumentaram mais de 2 milhões de euros nos últimos cinco anos, sem qualquer melhoria visível na gestão ou controlo da atividade”.
“As associações reafirmam que são pilares fundamentais para construir um futuro sustentável para a pesca. Infelizmente, o Governo Regional continua a demonstrar falta de visão estratégica, ignorando a necessidade de políticas de médio e longo prazo”,refere-se na nota de imprensa.
A federação quer que o Governo dos Açores “assuma as suas responsabilidades, escute quem trabalha no mar e reconheça o papel das associações na defesa de um setor vital para a economia e identidade” da região.




















