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Para a próxima semana, no dia 11, está marcada greve geral, para contestar as propostas de alteração à legislação laboral. Ao contrário do que tem afirmado o governo da República, esta não foi uma decisão precipitada nem desproporcional. É este o momento certo para recusar um retrocesso civilizacional! Porquê?

Porque não podemos aceitar a conversa do governo e do seu exército de comentadores, que nos querem vender uma ideologia velha e bafienta, procurando fazer passar uma coisa inaceitável como sendo algo meramente neutro, técnico, moderno ou positivo.

Porque os governos do PS nunca reverteram a legislação laboral imposta pela direita que, antes, tinham criticado, mostrando que quem não quebra com a política de direita não se pode afirmar de esquerda.

Porque a troika foi derrotada em 2015, a escravatura abolida há mais de 150 anos e o século XIX terminou há 125 anos, já era tempo termos uma sociedade mais justa e humana.

Porque o código do trabalho foi imposto em 2003, também na altura sem ser devidamente escrutinado nas eleições, eliminando os mecanismos que favoreciam a negociação e o diálogo social nas empresas.

Porque, desde 2003, a lei do trabalho já sofreu 24 alterações, todas desfavoráveis aos trabalhadores, traduzindo-se em menos segurança, piores condições de trabalho e redução dos salários. Porque quando assistimos a lucros milionários recordes, recebemos uma proposta que significa salários mínimos.

Porque, hoje, mais de metade dos jovens não tem um vínculo efetivo, apesar de desempenharem funções permanentes. Porque o desemprego e a precariedade servem para impor baixos salários e horários desregulados. Porque não queremos filhos sem ver os pais nem pais sem tempo para os filhos. Porque nenhuma economia se desenvolve com atividades de reduzido valor acrescentado e baixos salários.

Porque a proposta só serve as grandes empresas, criando mais dificuldades às pequenas empresas – aquelas que asseguram o emprego e o funcionamento da economia.

Porque a greve é a última alternativa de quem só recebe imposição e vê bloqueada a negociação. Porque o ataque é brutal, a greve tem de ser geral!

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