Autor: PM | Foto: MM
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No Dia Mundial do Solo, que hoje se assinala, o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinhou a importância deste recurso natural para a produção de alimentos, a preservação da biodiversidade e a resiliência dos ecossistemas açorianos.

“Um solo saudável é a base da segurança alimentar e do desenvolvimento rural sustentável”, afirmou o governante, destacando que a sustentabilidade continua a ser “princípio orientador” da ação do XIV Governo Regional, através de uma estratégia que privilegia “uma agricultura mais sustentável e capaz de responder à promoção da autossuficiência na produção de alimentos para animais”.

Nos Açores, onde a agricultura assume um peso económico e social determinante, António Ventura ressalvou que a proteção dos solos exige práticas responsáveis de gestão, combate à erosão, manutenção da fertilidade e adaptação às alterações climáticas.

“Proteger o solo é proteger a vida. É nele que assenta a nossa agricultura, a nossa segurança alimentar e o futuro das comunidades rurais dos Açores”, declarou, defendendo que a conservação do solo deve ser encarada como “um dever coletivo e uma prioridade estratégica” para o desenvolvimento sustentável da Região.

O secretário regional destacou ainda o contributo da GUSSA – Plataforma de Gestão do Uso Sustentável dos Solos –, ferramenta técnica que apoia o diagnóstico, monitorização e avaliação da fertilidade dos solos agrícolas. Segundo disse, esta plataforma permite aprofundar o conhecimento dos recursos edáficos, orientar boas práticas agrícolas e apoiar a tomada de decisão dos produtores, contribuindo para a resiliência e produtividade dos solos.

O Governo Regional tem vindo a reforçar o investimento em formação, assistência técnica, valorização da produção biológica e regenerativa, melhoria das infraestruturas agrícolas e monitorização ambiental. Estes esforços visam garantir que os solos açorianos “permaneçam férteis e capazes de sustentar a agricultura do futuro”.

Entre 2023 e 2025, estão previstas 6.000 análises de solo, das quais já foram recolhidas 5.655 amostras e analisadas 5.116.

A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação reconhece ainda o trabalho dos agricultores, técnicos, investigadores e comunidade, cuja ação tem contribuído para a conservação e vitalidade dos solos na Região.

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