A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ilha do Corvo, nos Açores, pretende promover em 2026 uma escola de formação para novos elementos, “mais de 20 anos” após a realização da última, disse hoje a direção.
Segundo a presidente da direção, Vera Câmara, a associação tem atualmente 11 elementos no corpo ativo e alguns “já com alguma idade”, que não fazem serviço por motivos de saúde, daí a necessidade da entrada de novos elementos.
“Para o início do ano, [em] janeiro, [estamos] a tentar fazer uma Formação Inicial de Bombeiro”, disse hoje a dirigente, em declarações à agência Lusa e à Antena 1/Açores.
Quando a possibilidade de realizar a formação (FIB) surgiu, a corporação teve 25 inscrições, mas “houve alguns que desistiram”, e atualmente haverá uma dezena de jovens interessados, com idades entre 18 e 20 anos.
Vera Câmara recordou que a última escola FIB foi realizada na ilha do Corvo “há imensos” anos.
As anteriores entradas para os bombeiros terão ocorrido nos anos de 1980 ou de 1990, “mais ou menos”, porque os bombeiros que estão agora ativos “estão todos com 40 [anos] e qualquer coisa e foram os últimos a entrar”, justificou.
A idade dos atuais bombeiros é uma preocupação para a direção da associação humanitária da mais pequena ilha dos Açores, porque são voluntários e “já não têm tanto interesse em se dedicar só àquela causa, têm os seus trabalhos, as suas vidas”.
“A partir de agora achamos que vai correr bem, pelo menos a partir de janeiro. Estamos a fazer todo o esforço para que consigamos ter uma Formação Inicial de Bombeiro. Acreditamos [que] pelo menos 10 bombeiros novos havemos de ter no meio desse núcleo de inscrições”, admitiu a dirigente.
A entrada em funcionamento da nova formação de bombeiros voluntários “vai ser uma festa” para a corporação, que serve uma ilha com pouco mais de 400 habitantes.
O Corvo não tem muitas ocorrências ao longo do ano: “Acontece uma ou outra, ou um fogo, mas no mato, ou uma coisa simples. Graças a Deus não temos tido acidentes, não temos tido nada de preocupante nos últimos anos”, disse.
Em relação a preocupações, a direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ilha do Corvo fala na necessidade da ampliação do quartel e na substituição do autotanque de combate a incêndios, que “já tem alguns furos”.
O quartel precisa de ser ampliado porque já não permite “guardar todas as viaturas” e, como a corporação tem três mulheres no ativo, precisa de um balneário feminino.
As atuais instalações também não permitem que a corporação tenha salas para reuniões ou para formação.
A direção tem ainda em mãos o processo de substituição do comandante da corporação (cargo que era assumido pelo atual presidente da Câmara Municipal, Marco Silva, eleito em outubro e que deixou de exercer as funções).
Segundo Vera Câmara, a associação humanitária apresentou um nome ao Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores e espera pela sua homologação.
“Quero acreditar que para janeiro, mais coisa mais coisas, já devemos ter uma resposta”, disse, indicando que, até lá, o adjunto assume o comando interinamente.




















