PUB

O PPM/Açores disse hoje, nas declarações finais da discussão do Plano e Orçamento para 2026, que o PS “pode continuar a anunciar o fim do mundo”, mas o partido prefere “anunciar o futuro”.

“O PS anunciou em cada intervenção uma tragédia e lançou pedradas em cada frase. Cada parágrafo foi o anúncio do fim dos tempos. É só escuridão, só ruína, só desgraça”, afirmou o deputado regional açoriano João Mendonça.

O deputado único do PPM falava no parlamento regional, na Horta, nas declarações finais da discussão do Plano e Orçamento para 2026.

“O PS pode continuar a anunciar o fim do mundo. Nós preferimos anunciar o futuro. E, mais do que anunciá-lo, é construí-lo, ilha a ilha, pessoa a pessoa, dia após dia”, declarou.

João Mendonça prosseguiu, referindo a contradição que marcou o debate, salientando que os socialistas “exigem mais investimento, condenam a dívida, reclamam mais obra, pedem mais despesa, mas criticam a realização de despesa”.

“Querem tudo. Querem o contrário de tudo”, frisou, questionando “afinal, como se financia mais investimento sem aumentar a despesa?”.

Referindo-se à dívida dos Açores, o deputado afirmou que se prevê que “atinja 56,7% em 2026”.

“Agora vejamos. Na Madeira é 72,2%. Em Portugal 95%. Em Espanha 104,3%. Em Itália 135%. Na Grécia 158%. Em França 113%. No Reino Unido 101,3%. Nos Estados Unidos 124%. Até a cautelosa Alemanha está nos 63%. Pergunto-vos: quem está verdadeiramente endividado? Os Açores, com 56,7%, muito menos que todos os outros que acabei de citar?”, afirmou.

João Mendonça também referiu o crescimento económico da região, observando que o PS “insiste que tudo é fruto do acaso e da conjuntura” e que “o Governo teve sorte”.

“O turismo cresce como nunca, já representa mais de 17% do PIB, e dizem que a culpa é da conjuntura. Quando governaram entre 1996 e 2020, a conjuntura era tão tímida que nunca lhes trouxe estes números. Porquê? Será que o turismo não existia? Será que os turistas esperaram pelo fim do Governo Socialista para aparecer?”, concluiu.

Na sua opinião, o que cria crescimento “são decisões, reformas e escolhas” e o Governo Regional PSD/CDS-PP/PPM “tomou-as”.

Os terceiros Planos e Orçamentos da legislatura preveem um investimento público global de 1.191 milhões de euros, incluindo 990,9 milhões de responsabilidade direta do Governo Regional, que apresentou como “grande desiderato” a execução dos fundos comunitários, em particular do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O parlamento dos Açores é composto por 57 deputados, 23 dos quais da bancada do PSD, outros 23 do PS, cinco do Chega, dois do CDS-PP, um do IL, um do PAN, um do BE e um do PPM.

PUB