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O PAN/Açores considerou hoje que o Plano e Orçamento do Governo Regional dos Açores para 2026 são documentos com “falta de visão” e “uma oportunidade perdida”.

“Subo hoje a esta tribuna para denunciar um Plano regional que, mais do que um instrumento de desenvolvimento, é um espelho de dependência, de centralização e de falta de visão. O Plano e Orçamento de 2026 não representa um salto em frente, mas sim um exercício de gestão de curto prazo, onde o Governo prefere a aparência à substância, o anúncio à execução e a propaganda à estratégia”, afirmou hoje o deputado único do PAN.

Pedro Neves, que falava no parlamento regional, na Horta, nas declarações finais da discussão do Plano e Orçamento para 2026, referiu que os documentos revelam “um Governo que privilegia o que é visível e sacrifica o que é essencial”.

“Educação e Ambiente são os grandes derrotados, a Proteção Civil é esquecida e o bem-estar animal é ignorado. Este não é o Orçamento de uma região que se prepara para o futuro, é o Orçamento de um Governo que tenta sobreviver ao presente”, afirmou.

O parlamentar do PAN, que vai votar contra os documentos, afirmou que o Plano regional do próximo ano “é uma oportunidade perdida”.

“E quando se perde a oportunidade de cuidar das pessoas, dos animais e do ambiente, perde-se a essência da governação. Quem governa com rubricas decorativas governa por aparência”, disse.

Também referiu que o Plano e Orçamento são o “retrato de um Governo esgotado, que confunde movimento com progresso e despesa com desenvolvimento, um Governo que põe cifras onde devia pôr consciência”.

“Este Plano pode ter números, mas falta-lhe alma. E um Governo sem alma não pode conduzir uma região que vive de coragem, de trabalho e de esperança. É por isso que, nesta casa, reafirmo: os Açores merecem mais, merecem verdade, merecem visão e merecem um Governo à altura do seu povo”, concluiu.

Os terceiros Planos e Orçamentos da legislatura preveem um investimento público global de 1.191 milhões de euros, incluindo 990,9 milhões de responsabilidade direta do Governo Regional, que apresentou como “grande desiderato” a execução dos fundos comunitários, em particular do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O parlamento dos Açores é composto por 57 deputados, 23 dos quais da bancada do PSD, outros 23 do PS, cinco do Chega, dois do CDS-PP, um do IL, um do PAN, um do BE e um do PPM.

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