O Governo dos Açores disse hoje que o robustecimento do sistema regional de Proteção Civil é “prioridade absoluta” da ação governativa e o Plano e Orçamento para 2026 destina 12,5 milhões de euros para o setor.
“O robustecimento do sistema regional de Proteção Civil configura uma prioridade absoluta da ação governativa nos Açores, materializada pela alocação de cerca de 60 milhões de euros a este setor nos últimos cinco anos”, afirmou hoje o secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, no plenário regional, na Horta, na discussão do Plano e Orçamento do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM para 2026.
Segundo o governante, “o plano para 2026 reserva 12,5 milhões de euros para a Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, o que representa o segundo maior investimento de sempre neste setor”.
Referiu que a dotação prevista “permitirá dar continuidade à forte política de investimento nesta área, concretizando apostas relevantes e reforçando mecanismos importantes para o setor”.
Alonso Miguel destacou, entre outros, a aquisição de mais 12 novas ambulâncias de socorro para reforçar o dispositivo de Emergência Pré-Hospitalar e a entrega das últimas duas viaturas de combate a incêndios, de um conjunto de nove adjudicadas.
Também referiu a aquisição de 19 veículos de auto-comando, para apetrechamento dos corpos de Bombeiros, a compra de 70 monitores desfibrilhadores para as ambulâncias de socorro e o reforço em 50% da verba para o Modelo de Financiamento das Associações de Bombeiros (aumenta de 500 para 750 mil euros).
“Depois de um ano de 2025 marcado por avultados investimentos e importantes concretizações nas áreas do ambiente e da proteção civil, este Plano de Investimentos para 2026, construído em circunstâncias muito específicas, representa um instrumento de estabilidade, com capacidade financeira para fazer face aos desafios que temos pela frente”, referiu Alonso Miguel.
No debate, ouviram-se algumas críticas e preocupações das bancadas do PS, Chega e PAN.
Segundo a deputada socialista Joana Pombo Tavares, este é “um Governo que falha sistematicamente na execução do que promete na área ambiental, colocando em risco habitats, ecossistemas e até a segurança das pessoas”.
Os Açores “precisam de uma governação ambiental que cumpra, que execute e que esteja à altura dos desafios” do arquipélago, acrescentou.
O deputado Pedro Neves (PAN) referiu que analisa com “enorme preocupação” a proposta do executivo para o Ambiente e Ação Climática, considerando que “o discurso é verde” e “o Orçamento é vermelho”.
“Os Açores precisam de uma tutela ambiental robusta, financiada e estratégica. Precisam de uma proteção civil preparada e não apenas mencionada em preâmbulos. Precisam de bombeiros respeitados e não meramente tolerados no Orçamento”, afirmou.
Pelo Chega, José Sousa referiu que os bombeiros são “deixados para trás” no Orçamento, enquanto o líder parlamentar, José Pacheco, afirmou que é preciso “dar um passo em frente” em relação aos bombeiros.
“Cada vez temos menos pessoas disponíveis para serem [bombeiros] voluntários. Então, se calhar, está na hora e estamos a tempo, enquanto ainda há bombeiros, de pensarmos em termos profissionais”, sugeriu.
Por sua vez, o líder parlamentar do CDS-PP, Pedro Pinto, disse que o executivo reconhece a importância do setor da proteção civil e valoriza-o, incluindo os bombeiros.
“O bom trabalho desenvolvido na proteção civil e nos bombeiros dos Açores, […] é fundamental para garantir que os Açores tenham um elevado grau de proteção civil nas nove ilhas”, afirmou.
Pelo PSD, Ana Jorge salientou que se verifica no Orçamento uma continuidade de execução, o que significa que o executivo governa com responsabilidade, enquanto Flávio Soares destacou que, nos últimos cinco anos, o governo açoriano “investiu seriamente” na proteção civil.
“Os números não enganam e não são propaganda. São resultados e a prova de que este Governo tem uma política clara e consistente para proteger e valorizar quem arrisca a vida para salvar a nossa”, disse Flávio Soares.




















