O PPM/Açores defendeu hoje que o Governo Regional tem a “missão clara” de “executar sem falhas” o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e sinalizou que o executivo “prefere ter menos dinheiro” para que a população tenha “menos encargos”.
“O nosso Governo [Regional] tem uma missão clara. Executar, sem falhas, as verbas do PRR. É hora de foco. É hora de trabalho. ‘Quem tem pressa, apanha o vento’. E nós temos pressa boa. A pressa de cumprir. A pressa de fazer”, afirmou o deputado regional João Mendonça.
O deputado único do PPM, partido que integra do executivo dos Açores, falava na abertura do Plano e Orçamento da região para 2026, na Assembleia Regional, na Horta.
João Mendonça enalteceu o crescimento económico do arquipélago e alertou que o Governo Regional podia ter excedente orçamental caso subisse os impostos, “desconsiderasse carreiras” e cortasse os apoios sociais.
“Essas medidas iriam acabar com o crescimento económico e gerar mais desemprego. O governo prefere ter menos dinheiro para que o povo possa ter menos encargos, mais emprego e menos carga fiscal. E prefere muito bem, na minha opinião”, reforçou.
O monárquico, eleito pelo Corvo, salientou o trabalho do Governo dos Açores na mais pequena ilha do arquipélago, como a requalificação da sede das Obras Públicas ou a recuperação de casas para “responder à falta de habitação”.
“Esperamos também o arranque das obras de reabilitação da Aerogare do Corvo e o início da construção da Gare Marítima. São infraestruturas que não são luxo. São necessidades. São vida para quem vive num território isolado. Ao todo, está previsto um investimento de 8,7 milhões de euros para a ilha”, salientou.
Os terceiros Plano e Orçamento da legislatura preveem um investimento público global de 1.191 milhões de euros, incluindo 990,9 milhões de responsabilidade direta do Governo Regional, que apresentou como “grande desiderato” a execução dos fundos comunitários, em particular do PRR.
Sem maioria no parlamento regional, a coligação que integra o Governo dos Açores tem 26 parlamentares (23 do PSD, dois do CDS-PP e um do PPM) e precisa do apoio do Chega (cinco) ou do PS (23) para assegurar a viabilização dos documentos.
A votação final global dos documentos deverá acontecer na quinta ou sexta-feira.
O parlamento dos Açores é composto por 57 deputados, 23 dos quais da bancada do PSD, outros 23 do PS, cinco do Chega, dois do CDS-PP, um do IL, um do PAN, um do BE e um do PPM.




















