O líder parlamentar do CDS-PP/Açores classificou hoje como uma “revolução social” as medidas aplicadas pelo Governo Regional desde 2021, com apoios às famílias, jovens e idosos, assegurando que o partido pretende “construir” e não “dividir”.
“Não queremos que os açorianos empobreçam a trabalhar. Iniciámos uma revolução social nos Açores, por opção política e não por conjunturas político-económicas, como a inflação”, destacou Pedro Pinto.
O deputado do CDS-PP, partido que integra o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), falava no arranque da discussão do Plano e Orçamento dos Açores para 2026, na Assembleia Regional, na Horta.
Pedro Pinto lembrou a implementação dos apoios a “todos os bebés que nascem”, o “Nascer Mais”, e o aumento do valor das bolsas de estudo e a criação do “Novos Idosos”, que presta apoio aos idosos em casa.
“Aumentámos o COMPAMID [apoio a aquisição de medicamentos], simplificámos e hoje são mais de 23 mil açorianos beneficiários. Criámos o programa Novos Idosos que permite o envelhecimento no seu ambiente familiar. Uma medida inédita a nível europeu”, reforçou.
Segundo Pedro Pinto, o CDS-PP avalia as propostas de Plano e Orçamento para 2026 com “espírito crítico” e “exigência”, mas “também com a humildade necessária para reconhecer que o que está em cima da mesa contribui para continuar a melhorar a vida” dos açorianos.
“Não estamos aqui para incendiar, dramatizar ou dividir. Estaremos para construir e para afirmar as nossas ideias”, vincou.
Pedro Pinto salientou, também, que o CDS-PP “não muda de posição ao sabor do vento”, nem realiza “promessas impossíveis”.
“O CDS é um partido que tem palavra, e ter palavra continua a ser, na política, uma virtude rara”, reforçou.
Os terceiros Plano e Orçamento da legislatura preveem um investimento público global de 1.191 milhões de euros, incluindo 990,9 milhões de responsabilidade direta do Governo Regional, que apresentou como “grande desiderato” a execução dos fundos comunitários, em particular do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Sem maioria no parlamento regional, a coligação que integra o Governo dos Açores tem 26 parlamentares (23 do PSD, dois do CDS-PP e um do PPM) e precisa do apoio do Chega (cinco) ou do PS (23) para assegurar a viabilização dos documentos.
A votação final global dos documentos deverá acontecer na quinta ou sexta-feira.
O parlamento dos Açores é composto por 57 deputados, 23 dos quais da bancada do PSD, outros 23 do PS, cinco do Chega, dois do CDS-PP, um do IL, um do PAN, um do BE e um do PPM.





























