Joaquim Machado, Deputado do PSD/Açores ALRAA
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Há quem insista em ver o copo sempre meio vazio, como se essa postura lhe conferisse um estranho conforto na antecipação do pior. Para tais pessoas, cada desafio é pretexto para destacar o que falta, o que correu mal, o vazio por preencher. Encarnam o papel de observadores críticos da vida, esquecem que a fixação na ausência pode asfixiar qualquer possibilidade de alegria ou gratidão.

Não se trata de negar problemas. Estar atento às dificuldades tem o valor da prudência, mas quando este olhar se torna regra, a vida transforma-se num sucessivo lamento, incapaz de valorizar as conquistas, as oportunidades e até os mais pequenos progressos.​ Sem o reconhecimento da obra feita perde-se o engenho e a energia necessários para a superação.

A visão do copo meio vazio é, portanto, uma escolha. Uma escolha que aprisiona os seus militantes num ciclo de contestação permanente.

Há na política e nas causas públicas muita gente assim. Ocorre-me dizer isto precisamente quando se discute um novo regulamento para o concurso de pessoal docente.

Detendo-se no imediato, e talvez apenas nos direitos de uma das partes, logo trataram de apontar o dedo à matéria discordante, esquecendo tudo mais e quanto se progrediu na eliminação da precariedade dos professores. Esquecendo que nos Açores os docentes contratados têm o vencimento mais elevado e que só aqui os professores do 1º Ciclo e os Educadores de Infância têm redução da componente letiva, por idade.

Resumindo com simpatia, talvez seja tempo de experimentar um novo olhar e descobrir quanto potencial cabe na metade já cheia do copo.

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