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O Conselho do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) autorizou hoje o início do processo de privatização das empresas SEGMA e Globaleda e dos campos de golfe da Terceira e das Furnas e Batalha, em São Miguel.

“O Governo Regional autorizou a EDA – Eletricidade dos Açores e a EDA Renováveis SA a iniciarem os procedimentos para a alienação das participações que detém na SEGMA e na Globaleda”, adiantou aos jornalistas o secretário das Finanças, Planeamento e Administração Pública.

Duarte Freitas falava no Palácio da Conceição, sede do executivo, em Ponta Delgada, na apresentação das conclusões do Conselho do Governo Regional que esteve reunido na quinta-feira.

Segundo o titular da pasta das Finanças e Administração Pública, a privatização da totalidade das participações sociais naquelas duas empresas que integram o grupo EDA (elétrica dos Açores) “resulta de um estudo de viabilidade que concluiu pela vantagem económica e operacional da alienação”.

O secretário regional adiantou que o processo de privatização da SEGMA (que presta serviços de engenharia, gestão e manutenção de equipamentos elétricos e eletromecânicos) e da Globaleda (que atua na área das Tecnologias de Informação e Comunicação) vai arrancar no “início de 2026”.

Duarte Freitas rejeitou detalhar o encaixe financeiro previsto com as alienações por razões comerciais, salientando que o caderno de encargos vai prever a manutenção dos postos de trabalho e a localização da sede das empresas na região por um “período definido”.

O Conselho do Governo Regional autorizou também a empresa pública Ilhas de Valor a iniciar o processo de alienação dos campos de golfe da ilha Terceira e das Furnas e Batalha, em São Miguel.

O objetivo, de acordo com Duarte Freitas, é “encontrar parceiro que possa alavancar o golfe nos Açores como um produto turístico de qualidade”

“No caso da SEGMA e da Globaleda, as receitas reverterão para o grupo EDA. Em relação aos campos de golfe, as receitas reverterão, naturalmente, para o capital da Ilhas de Valor, permitindo amortizar alguma dívida que tanto uma, como outra empresa têm”, destacou.

O secretário regional adiantou ainda que a consultora Deloitte já entregou ao Governo dos Açores o documento final que analisou a potencial privatização de várias entidades públicas regionais.

“O governo, neste momento, está em fase de reflexão perante as alternativas que são apresentadas nesse estudo”, sinalizou.

Questionado sobre o processo de privatização da Azores Airlines, Duarte Freitas rejeitou fazer comentários.

“Não há nada a acrescentar àquilo que o senhor presidente do governo referiu”, disse apenas.

Na terça-feira, o presidente do Governo dos Açores admitiu que gostaria que a privatização da Azores Airlines “já estivesse resolvida”, mas afirmou que os adiamentos no processo visam garantir a “consistência da proposta” do Newtour/MS Aviation.

O Governo dos Açores anunciou em março que encomendou um estudo sobre a melhor forma de privatizar várias entidades públicas da região.

Estão em causa a empresa de transporte marítimo Atlânticoline, o Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA), o Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas (IAMA), a Portos dos Açores, a Lotaçor, a SEGMA – Serviços de Engenharia, Gestão e Manutenção, a Globaleda (do grupo EDA) e o Teatro Micaelense.

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