O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras defendeu hoje “soluções urgentes” para “milhares de trabalhadores” das IPSS e Misericórdias nos Açores, que correm o “risco iminente” de falta de pagamento dos salários de novembro e do subsídio de Natal.
“A incerteza sobre a liquidação dos vencimentos de novembro é real e preocupante. Pior ainda, o subsídio de Natal, um direito fundamental e essencial para a economia familiar nesta época, está gravemente comprometido”, alerta o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Comércio, Hotelaria, Turismo e Transportes dos Açores (SITACEHTT/AÇORES), num comunicado enviado às redações.
A estrutura sindical refere que está em causa o pagamento de um trabalho que “é essencial e insubstituível”, salientando que os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e Misericórdias dos Açores asseguram diariamente “o apoio vital a milhares de idosos, crianças e famílias em situação de vulnerabilidade”.
“São um dos pilares da resposta social na (…) comunidade, e é inadmissível que a sua estabilidade e dignidade profissional estejam em risco”, aponta o SITACEHTT/AÇORES, que lamenta “o risco iminente e inaceitável de não-pagamento dos salários de novembro e do subsídio de Natal” aos milhares de trabalhadores das IPSS e Misericórdias na Região Autónoma dos Açores.
Segundo o sindicato, esta situação resulta de “um problema estrutural que se arrasta e que se agrava no final de cada ano”, relacionado com “a insuficiência e a morosidade” na transferência e atualização das verbas de comparticipação destinadas a estas instituições.
“Os trabalhadores e trabalhadoras das IPSS e Misericórdias não são responsáveis por estas falhas de financiamento ou de coordenação política. Merecem e exigem que as entidades competentes encontrem, de forma urgente e transparente soluções, não podem ser os bodes expiatórios de falhas de planeamento e de atrasos nas transferências financeiras entre as entidades públicas”, defende o sindicato.
O SITACEHTT exige que os Governos da República e Regional “garantam, de imediato, a transferência das verbas em falta e a atualização dos acordos de cooperação de 2025” e pedem que seja dada “uma garantia pública e vinculativa” de que os salários de novembro e o subsídio de Natal serão pagos “atempadamente, cumprindo a lei laboral”.
O sindicato defende ainda a criação de “um mecanismo de financiamento rápido e transparente” que “elimine o risco de futuros atrasos salariais”.
O SITACEHTT manifesta “a sua preocupação e total apoio e solidariedade” para com estes trabalhadores e apela também à opinião pública e aos órgãos de soberania para que se solidarizem com estes funcionários.
“Não há Natal digno sem salário digno”, vinca a estrutura sindical.




















