Autor: PM | Foto: CMPD

A primeira reunião ordinária da Câmara Municipal de Ponta Delgada ficou marcada por diferentes posições políticas entre os partidos representados no executivo, mas também por apelos à colaboração institucional e ao compromisso com o concelho.

De um lado, a vereadora do movimento “Ponta Delgada para Todos”, Sónia Nicolau, criticou a decisão conjunta do PSD, PS e CHEGA de aprovar a delegação total de competências da Câmara no presidente, Pedro Nascimento Cabral, considerando que a medida “retira capacidade de escrutínio aos vereadores e concentra o poder decisório”. A autarca lamentou igualmente a recusa da inclusão, na ordem de trabalhos, da “Visão Estratégica para Ponta Delgada”, proposta pelo seu movimento.

Por outro lado, o vereador socialista Rui Melo destacou a importância de “todos vestirem a camisa do município”, defendendo que o principal objetivo deve ser o desenvolvimento conjunto de Ponta Delgada. O socialista sublinhou o “sentido de responsabilidade e respeito pelos compromissos eleitorais”, e explicou o voto favorável do PS ao aditamento do contrato-programa relativo à Capital Portuguesa da Cultura, embora tenha manifestado “algumas preocupações legítimas” sobre a execução do projeto.

Já José Pacheco, vereador eleito pelo CHEGA, afirmou a intenção de “trabalhar em prol de todos os que habitam e visitam o concelho”, garantindo uma oposição “construtiva, com propostas concretas”. O autarca levantou questões sobre as indemnizações aos comerciantes do Mercado da Graça, sublinhando que “não se pode esquecer as famílias que dependem daquele negócio”. Relativamente à Capital Portuguesa da Cultura 2026, alertou para a necessidade de que os apoios financeiros “cheguem atempadamente, para evitar atrasos no investimento”.

A reunião evidenciou, assim, diferentes perspetivas políticas, mas também uma convergência em torno da ideia de responsabilidade partilhada na governação municipal e na defesa dos interesses de Ponta Delgada.

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