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O grupo parlamentar do PS/Açores quer ouvir no parlamento regional os ex-responsáveis da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço Paulo Quental e Duarte Cota, por forma a apurar as razões das suas demissões.

Citada em nota imprensa, a deputada do PS/Açores Sandra Costa Dias considera “ser inaceitável” a sucessão de demissões na Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço (EMA-Espaço), que deixam o setor num “estado preocupante de indefinição e fragilidade”.

Segundo a parlamentar socialista, a saída do coordenador Paulo Quental e, recentemente, de Duarte Cota, “é sintomático de má coordenação política, ausência de orientação estratégica e potenciais interferências sem competência técnica”.

“Estamos perante um setor estratégico para o desenvolvimento científico, tecnológico e económico da região. Não pode ficar refém de instabilidade, descoordenação e decisões políticas pouco fundamentadas”, afirmou.

A deputada da oposição refere que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) “tem a obrigação de explicar o que se está a passar e qual o futuro da EMA-Espaço”, sobretudo “após a alegada proposta de extinção da estrutura devido à possível sobreposição com a nova sede da Agência Espacial Portuguesa nos Açores”.

O Governo dos Açores nomeou em 2022 Paulo Quental como coordenador da EMA e Duarte Cota como vogal.

Segundo o despacho publicado na altura em Jornal Oficial, com efeitos em 01 de julho, a EMA-Espaço “tem como objetivo gerir, administrar e coordenar todas as infraestruturas e atividades técnico-científicas, direta ou indiretamente relacionadas com o Espaço e setor aeroespacial, a desenvolver na Região Autónoma dos Açores, bem como assegurar a implementação e monitorização da Estratégia Regional para o Espaço”.

O porto espacial da ilha de Santa Maria obteve este ano, em 13 de agosto, o licenciamento para operar, estimando-se a realização do primeiro lançamento na primavera de 2026 por parte do operador, o Consórcio do Porto Espacial Atlântico.

A primeira licença concedida por Portugal para operacionalização de um porto espacial foi atribuída pelo regulador, a Anacom – Autoridade Nacional das Comunicações, por cinco anos, ao Consórcio do Porto Espacial Atlântico, que fez o pedido em dezembro.

São esperados os primeiros lançamentos na primavera de 2026, de voos suborbitais para testar tecnologia, operações e veículos.

 

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